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Aprovação da reforma da Previdência divide opiniões

ANGELO AUGUSTO | 12/07/2019 | 05:00

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (10), em primeiro turno, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de reforma da Previdência. A votação deve 379 votos favoráveis e 131 contrários e deve estar finalizada hoje em segundo turno.

Antes de conseguir aprovar o texto-base, os deputados favoráveis à reforma tiveram que analisar no plenário requerimentos regimentais de obstrução apresentados pelos partidos contrários à lei que promove mudanças nas regras previdenciárias.

O objetivo da oposição, que fez uso do chamado “kit obstrução”, era prolongar o máximo possível a votação, atrasando a decisão. Porém, todos os requerimentos de obstrução foram rejeitados pela maioria dos deputados ao longo do último dia 10.

O prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) avalia a reforma da Previdência como inevitável para o Brasil recuperar a sua capacidade de investimentos, com geração de emprego e renda para a população. “É, sem dúvida, a primeira e a mais importante das reformas, que destrava o pavimento para as demais mudanças que o Brasil precisa. No ano passado, o país gastou 10 vezes mais com a Previdência do que com o futuro, que é a educação. Não há dúvida, portanto, de que a reforma é necessária”.

Para o presidente da Câmara dos vereadores de Jundiaí Faouaz Taha (PSDB), a mudança das regras previdenciárias é um tema complexo e que afeta muitos brasileiros, e por isso levará um tempo ainda para termos total ciência dos possíveis benefícios. “Por mais que a reforma seja necessária, é precoce dizermos quais serão os resultados imediatos deste formato. É importante destacar que a reforma mostrou a força do Congresso e espero que seja de fato algo positivo e construído de forma que se pense na vida de todos os afetados”.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, afirma que a aprovação em primeiro turno da reforma da Previdência deve ser comemorada por todos, pois é a garantia de que o país conseguirá manter as contas públicas sob controle pela próxima década. “O risco de colapso financeiro nacional foi afastado. A aprovação, com apoio maciço dos deputados, abre caminho para um período de menos incertezas e mais investimentos e geração de emprego e renda no Brasil”, relata.

Segundo Gerson Sartori, presidente do PDT Jundiaí, a reforma não trará benefícios para o trabalhador mais pobre. “Não há expectativa de aumento de recursos pra economia. Criou-se uma grande expectativa, mas daqui dois, três meses, o desemprego continuará alto e os salários continuarão baixos, e com grande número de empregos informais.”


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