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Assistentes de classe de Cabreúva declaram greve

Angelo Augusto | 06/09/2019 | 05:00

As funcionárias que trabalham como auxiliares de classe nas escolas municipais de Cabreúva iniciaram hoje (6) um período de greve: elas exigem da prefeitura um aumento do salário e melhorias nas condições de trabalho, como assiduidade, mudança de nomenclatura de “auxiliares” para “assistente de desenvolvimento infantil” (ADI), convênio com faculdades e curso de especialização para atendimento a crianças que necessitam de tratamento diferenciado.

A negociação vem acontecendo desde o mês de julho, mas segue sem resolução. No último dia 30 de agosto foi realizada uma assembleia entre as auxiliares e o sindicato dos servidores públicos, e foi decidido o início de greve no dia 6 (hoje).

No último dia 3 (terça-feira), o prefeito Henrique Martin (PDT) apresentou uma contra proposta, onde aceitou a mudança do nome do cargo, ofereceu 40 bolsas de estudos em cursos de pós-graduação e ainda o curso de Educação Especial, além de um aumento de salário de 5%, para R$ 1.302,23. Porém, o valor sugerido não agradou os funcionários, que optaram por manter a decisão da greve até nova proposta. A greve não tem prazo para terminar.

Luciano Sena de Morais, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Cabreúva e Pirapora do Bom Jesus, relata que a principal reivindicação é o aumento do piso para a profissão, para um valor de pelo menos R$ 1.500,00. “A categoria entendeu que o valor oferecido de R$ 1302,23 não é viável. O processo ainda está tramitando e estamos abertos a negociação, mas a partir de hoje (6), ocorrerá a paralisação por parte das funcionárias”, diz.

A greve envolve apenas os servidores das escolas municipais de Cabreúva. Segundo o presidente do sindicato, outro fator que fez com que a proposta do prefeito não fosse aceita foi o prazo para as alterações. “O aumento do salário seria realizado apenas a partir do dia primeiro de novembro, e isso nós também não podemos aceitar”, completa.

Em resposta, a Prefeitura de Cabreúva afirmou que seu compromisso prioritário é a educação, e que a greve das auxiliares de classe é abusiva e está sendo conduzida de maneira intransigente, que não está dentro da realidade orçamentária do município.
“As grevistas estão entre as profissionais mais valorizadas pela atual gestão durante todo o período, desde 2016. A proposta feita pela prefeitura, que inclusive inclui outras vantagens, está dentro da atual capacidade econômico-financeira e até extrapola o aumento concedido aos demais servidores”, afirma.


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