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Batalha PT e PSDB nas redes desfaz até amizades virtuais

| 22/10/2014 | 22:47

À medida que o 2º turno se acirra, os confrontos virtuais entre defensores do PT e PSDB ficam mais evidentes. Até piadinhas sobre a ‘desunião’ entre eleitores são reproduzidas nas redes sociais. Se em 2010, o uso do Facebook como bandeirada política era ainda novidade, nessas eleições, ele se fez. Entre tapas e beijos, engajados e militantes caem na batalha e já desfazem até amizades online.

Pelas lideranças de Jundiaí, o ‘fervo’ das redes em eleições não seria diferente e o embate se dá, ainda mais forte, por meio de perfis de políticos que ocupam cargos. As provocações nem sempre são ofensivas, mas cutucadas aparecem. Fora os próprios secretários ou vereadores engajados nas redes, militantes e simpatizantes de partidos estão munidos para a defesa de seus candidatos à presidência Dilma Rousseff (PT) e Aécio Neves (PSDB).

Assessor de relações institucionais da Câmara de Jundiaí, Liraucio Tarini Júnior, 43 anos, é filiado ao PT desde 2007 e carrega seu perfil no Facebook, única ferramenta que utiliza, com informações sobre Dilma (PT) o dia todo. “Sempre pesquiso as fontes e posto informações. Vejo exageros dos dois lados, inclusive do meu”, diz.

Nos embates que considera natural, Tarini, no entanto, não tolera ofensas e, por esse motivo, já desfez algumas amizades da plataforma neste ano. “Eu acho super importante o Facebook, entendo que é um campo aberto. Mas quando há ofensa pessoal, direta ou indireta, me desligo. As pessoas são nas redes o que são no cotidiano.”

O assessor se refere ao tratamento extremamente pessoal que algumas pessoas têm adotado neste confronto, sejam do lado petista ou tucano. Xingamentos não são difíceis de ver entre os opositores, o que deixa de lado as propostas dos candidatos que disputam.

Na opinião de Jonatan Ferraz, 25 anos, presidente da Juventude do PSDB em Jundiaí, entusiasta das redes e fervoroso tucano, o ponto negativo da internet é justamente a falta de limite de tolerância e respeito, embora reconheça que já travou conflitos, inclusive, com políticos do PT eleitos.

“Conflitos fazem parte, mas nunca deixei de seguir ninguém, pelo contrário, alguns deles me bloquearam. A rede social é uma ferramenta poderosa que alcança um público que a política de forma geral tem dificuldades para dialogar: os jovens. Já o amor e ódio partidários fazem parte desde que haja veracidade dos fatos. Ao contrário do que alguns de nossos adversários fazem (usar a rede para espalhar boatos), nós pesquisamos fatos para nos basear”, já cutuca. Para Tarini, boatos contra o PT também surgem. “Acho que o pessoal que usa tanto o Facebook deveria usar também o Google para checar as informações”, rebate.

Bombeiros em ação – Ligados o tempo todo, os militantes estão também preparados para abafar o que consideram calúnias sobre as partes que defendem. “Hoje, a internet tem influência no voto. Nós do PT, somos alimentados com informações a todo instante”, lembra Tarini sobre os sites oficiais da campanha, como o “Muda Mais”.

“Hoje, através das redes sociais, a discussão política passou a fazer parte do cotidiano das pessoas independente de classe social, opção sexual, religião ou ideologias partidárias. Nós pesquisamos fatos para debater novas ideias e propostas”, afirma ainda Jonatan.


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