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Bolsonaro pede humildade a Witzel

FolhaPress | 22/11/2019 | 20:00

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na tarde desta sexta-feira (22) que os atritos com o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), não devem atrapalhar a relação do governo federal com o estado, mas que Witzel deve procurá-lo. “Da minha parte nenhuma, mas tem que ter a humildade de conversar comigo.”

Um dia antes, Bolsonaro acusou Witzel de manipular as investigações do caso Marielle Franco e disse que a sua vida “virou um inferno” desde a eleição do seu ex-aliado. Ele afirmou, ainda, que o governador do Rio tem usado a Polícia Civil do estado para atingi-lo.

O presidente foi citado na apuração do caso por um porteiro do condomínio no Rio onde ele tem casa. Num depoimento dado à Polícia Civil, o funcionário havia atribuído a Bolsonaro a autorização para a entrada no condomínio Vivendas da Barra de um dos acusados no crime. Em nova oitiva, desta vez à Polícia Federal, o porteiro recuou e disse que errou ao mencionar o presidente na autorização.

Bolsonaro e Witzel vêm trocando ataques desde que o ex-juiz anunciou sua intenção de se candidatar à Presidência em 2022. O governador disse que irá processá-lo pelas acusações de manipular o caso Marielle.

O presidente cumpriu agenda no Rio de Janeiro nesta sexta-feira. Ele falou com a imprensa após uma palestra na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército, na Urca, zona sul do Rio. Bolsonaro desceu do carro para cumprimentar apoiadores que gritavam “mito”, aglomerados nas imediações do prédio, que foi isolado por questões de segurança.

À imprensa o presidente também disse que, durante o evento com os militares, agradeceu o trabalho das Forças Armadas no “momento difícil que passamos no corrente ano”. Ele não explicou a que momento se referiu.

Bolsonaro foi questionado sobre o caso de Ágatha, menina de oito anos morta por um policial militar no final de setembro, em uma favela na zona norte do Rio, e o projeto de lei enviado ao Congresso para isentar de punição militares e policiais que cometerem excessos durante operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem).

Ele ressaltou que o projeto trata apenas de GLO e disse que nenhum militar “vai sair cometendo excessos e abusos”. Também afirmou que um “possível excesso doloso” terá punição.

Nesta sexta, Bolsonaro usava um broche com o escudo do Flamengo, que joga a final da Libertadores neste sábado (23), ante o River Plate, da Argentina. “Até sábado sou Mengão”, disse o presidente, que se declara torcedor do Palmeiras.


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