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Bolsonaro quer nova urna eletrônica

FOLHAPRESS | 14/10/2018 | 05:00

Defensor da volta do voto impresso, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) afirmou neste sábado (13) que vai propor uma nova urna eletrônica.
A declaração foi feita ao final de uma sessão de gravações para o programa de TV, na zona sul do Rio de Janeiro. Bolsonaro disse que defende uma forma de votação confiável para 2020.

Sem apresentar evidências de fraude, ele vem questionando ao longo da campanha a confiabilidade da urna eletrônica.
Neste sábado, ele primeiro disse que proporia a criação do voto impresso em combinação com o atual modelo eletrônico.
“É uma forma tranquila de votar, você aproveita a urna eletrônica, mas você tem rapidamente como provar com o voto de papel do lado o resultado das eleições”, afirmou.

O voto impresso foi aprovado pelo Congresso em 2015, mas foi barrado depois por decisão do STF (Supremo Tribunal Federal).
Questionado sobre se sua proposta não enfrentaria problemas como Judiciário, que rejeitou a medida, ele então propôs “uma nova urna”.
“Você vai mudar a forma, nós podemos mudar tudo, até a Constituição”, afirmou, sem explicar como isso impactaria na adoção do voto impresso.
“O Supremo decidiu que o voto impresso não cabe, tudo bem. Agora, uma nova urna eletrônica mesmo, mas com o poder de ser auferida isso nos vamos propor sim.”

Haddad

O candidato do PSL, Jair Bolsonaro, disse que é “coisa de moleque” a afirmação feita por Fernando Haddad (PT) sobre ter sido perseguido por um simpatizante do capitão reformado.

“Poxa, isso é coisa de moleque, de criança. Nem dá para responder que eleitores meus fecharam ele. Coisa de criança, de moleque, de gente que não tem o que fazer”, afirmou.

Haddad disse ter sido vítima de perseguição em Brasília, na quinta-feira (11), quando participava de evento organizado pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

“O Brasil tem que estar nas mãos de homens e mulheres com responsabilidade, sem mimimi. Condeno qualquer ataque de quem quer que seja por questão política ou outra qualquer”, afirmou Bolsonaro enquanto fazia gravações para um programa de TV.
Ele voltou ainda a culpar o PT por problemas de segurança pública, em resposta às acusações de seus adversários de que ele estimula a violência.
“Foram 13 anos de PT. A violência cresceu assustadoramente no Brasil. Eu pergunto: eles investigaram o caso Celso Daniel?” (FP)

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