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Bolsonaro reage a vídeo e diz que não vai ceder celular ao STF

DA REDAÇÃO | 23/05/2020 | 09:38

O presidente Jair Bolsonaro afirmou na noite de ontem (22) que a revelação da gravação é “mais um tiro n’água” e que não há nela qualquer menção à interferência na Polícia Federal.  “Cadê a parte do vídeo onde eu falo em [MUDAR] superintendência da Polícia Federal ou diretoria-geral que deve ser substituído? Não existe, eu falo da minha segurança pessoal”, declarou Bolsonaro, em entrevista à rádio Jovem Pan no final da tarde de sexta-feira (22).[É] “Mais um tiro n’água, mais uma farsa desmontada, como tantas outras”, declarou.

O ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu tornar pública a íntegra do vídeo da reunião ministerial citada pelo ex-ministro Sergio Moro em depoimento à Polícia Federal como um indício de que o presidente Jair Bolsonaro desejava interferir na autonomia da Polícia Federal.

Bolsonaro também comentou a divulgação da gravação em suas redes sociais. Ele publicou um trecho do vídeo com a mensagem “mais uma farsa desmontada”. “Nenhum indício de interferência na Polícia Federal”, escreveu.

CELULAR

Bolsonaro também compartilhou em suas redes sociais a nota escrita pela general Augusto Heleno, ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que diz que a apreensão de seu celular, solicitado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), poderia “ter consequências imprevisíveis para a estabilidade nacional”.

Em sua nota, Heleno escreveu que “o pedido de apreensão do celular do presidente da República é inconcebível e, até certo ponto, inacreditável. Caso se efetivasse, seria uma afronta à autoridade máxima do Poder Executivo e uma interferência inadmissível de outro Poder”.

Ele ainda disse que estava fazendo “um alerta” às “autoridades constituídas” de que o pedido seria uma “tentativa de comprometer a harmonia entre os poderes”.
Na sexta (22), o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou à PGR (Procuradoria-Geral da República) pedidos de partidos e parlamentares de oposição para que o celular de Bolsonaro e de seu filho, Flávio, fossem apreendidos e periciados.

OAB

Nas redes sociais, a nota de Heleno gerou repúdio de diversos parlamentares e autoridades. O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, apontou anacronismo e pediu que o militar ajudasse mais no período da pandemia do novo coronavírus. “General Heleno, as instituições rechaçam o anacronismo de sua nota. Saia de 64 e tente contribuir com 2020, se puder. Se não puder, #ficaemcasa”, escreveu Santa Cruz.


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