Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Campanha eleitoral em Jundiaí só começa depois da Copa do Mundo

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 10/06/2018 | 04:00

Enquanto Jundiaí está sendo alvo de diversos eventos de pré-campanha de postulantes ao governo do estado e ao Congresso Nacional, como noticiado ontem, os próprios políticos da cidade parecem estar em ritmo bem mais lento. Enquanto os pré-candidatos declarados parecem estar pouco atuantes, diversos partidos ainda nem decidiram se terão ou não seus próprios postulantes. Desde o dia 15 de maio, os pré-candidatos estão autorizados a arrecadar dinheiro de pessoas físicas através de sites de financiamento coletivo. De acordo com o calendário eleitoral, porém, o total de recursos disponíveis no fundo público eleitoral só será divulgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no dia 18 de junho, o que com certeza terá impacto no planejamento das arrecadações.

LEIA MAIS SOBRE POLÍTICA

As convenções partidárias – momento em que as legendas analisam todos os pré-candidatos e oficializam a candidatura de cada um – só começam depois da Copa do Mundo, entre os dias 20 de julho e 5 de agosto. Campanha eleitoral, de fato, só a partir do dia 16 de agosto.
Segundo os líderes de partidos, esse é um dos diversos fatores contribuem com a sensação de lentidão política na cidade. “Antes você tinha 90 dias de campanha, e agora tem só 45”, analisa Gerson Sartori, presidente do PDT.

José Galvão Braga Campos, o Tico, presidente local do PSDB, afirma que este momento de pré-campanha possui mais movimento nos bastidores. “Nossos pré-candidatos têm eventos toda a semana, mas como são reuniões fechadas com alguns segmentos da sociedade, chama menos atenção”, diz. “A tendência é deslanchar depois da Copa do Mundo”.

A líder do PT Jundiaí, Marilena Negro, também cita atividades da pré-candidata a deputada federal, Rose Gouvêa. “Ela está se articulando dentro de seu espaço de militância, mais focado nas mulheres e nos LGBTs. É uma candidatura temática”, justifica.

Instabilidade nacional
O motivo que parece mais influenciar, porém, é a incerteza nacional. “Não acho que a Copa interfira tanto, mas tem partido que nem tem candidato a presidente ainda. Outros pré-candidatos já estão sinalizando que vão desistir. Está muito instável e isso reflete na articulação local”, conta o presidente do MDB, Waldemar Foelkel (MDB), o Cabelo.

O professor Oswaldo Fernandes, presidente do PSB Jundiaí, concorda. “Quando tem eleições municipais, são cerca de 400 candidatos a vereador na cidade. Nestas eleições, a quantidade de candidatos é menor, o que dá a sensação que não tem campanha. Mas, de forma geral, a velocidade realmente está menor que o desejado”, analisa. Em sua opinião, outro fator que interfere é a cláusula de barreira. “Está impossível fazer coligação este ano, porque o que conta é o voto em cada legenda. Todos estão tendo que lançar seus pré-candidatos a deputado e isso dificulta as alianças”, explica.

 

Para Gerson Sartori (esq.), prazo curto de campanha dá sensação de pouca atividade política. Tico (dir.) diz que pré-campanha acontece nos bastidores (Foto: Arquivo JJ)

Para Gerson Sartori (esq.), prazo curto de campanha dá sensação de pouca atividade política. Tico (dir.) diz que pré-campanha acontece nos bastidores (Foto: Arquivo JJ)


Link original: https://www.jj.com.br/politica/campanha-eleitoral-em-jundiai-so-comeca-depois-da-copa-do-mundo/
Desenvolvido por CIJUN