Política

Candidatos chamam jovens à política e destacam educação


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Crédito: Reprodução/Internet

Em sabatina feita por alunos do Colégio Criarte, ontem de manhã, candidatos de Jundiaí e Região adotaram discurso de aproximação com os jovens. À frente de muitos deles que devem votar pela primeira vez em outubro, os políticos priorizaram a divulgação de propostas em educação e preparo para o mercado de trabalho, ainda que tivessem de responder sobre outros temas. De reforma política à agrária, eles tiveram que argumentar e aproveitaram para também chamar os jovens à participação do processo político.

Cada candidato teve, em média, sete minutos de fala. No início da sabatina, três minutos foram dedicados a todos para apresentação. Em seguida, alunos do ensino médio, com idade entre 15 e 18 anos, fizeram perguntas para cada um dos 10 presentes, que também tiveram três minutos de resposta e mais um minuto para considerações finais. Os temas foram escolhidos pelos alunos que se prepararam em sala de aula.

Deputado federal e candidato a estadual, Luiz Fernando Machado (PSDB) foi questionado justamente sobre as condições do ensino do sistema público que não reprova em determinadas séries. “A progressão continuada deve ser observada sim no que diz respeito aos exames de ciclo. Não há possibilidade de aprovar alunos que não estejam alfabetizados”, reconheceu sobre a gestão estadual tucana.

O tucano ainda defendeu a vinda de uma universidade pública para Jundiaí assim como o candidato a deputado federal, Roberto Leme (PSC), que, ao responder sobre a violência entre os jovens, disse que é preciso tirá-los das ruas. “Precisamos dar condições de estudo. O investimento em educação é o mais importante.” Sobre o sistema penitenciário, Leme defendeu a privatização das cadeias.

Ex-prefeito de Jundiaí e candidato a federal, Miguel Haddad (PSDB) reforçou a importância da educação em casos de sucesso. “Se avaliarmos as cidades que mais se desenvolveram, a maior razão é o investimento em educação.” O tucano ainda pediu a crença dos alunos na política. “Há maus políticos, mas há diferenças sim.” Miguel foi questionado sobre a reforma política e disse ser favorável. “O ideal seria um mandato de seis anos sem reeleição.”

Candidato a federal, Gerson Sartori (PT) respondeu sobre reforma agrária e disse que ela só será possível também após a reforma política. “A bancada ruralista do Congresso luta para que isso não aconteça. O governo deve investir em desapropriação de terras, mas precisa de apoio.” Sartori enfatizou a participação. “Vejam meu Facebook, respondo a quem tiver dúvidas”, convidou.

Enivaldo Ramos de Freitas, o Val (PSC), que tenta vaga na Assembleia, respondeu sobre o problema do trânsito na Região. “VLT e BRT são promessas. Lutar pela mobilidade é dever do parlamentar. O governo precisa investir e trazer novas alternativas para que as pessoas queiram usar o transporte público”, afirmou.

João Henrique dos Santos (PSB), candidato a federal, falou sobre desigualdade social. “Enquanto as pessoas não participarem da política, bandidos vão tomar conta e a desigualdade continua. Somos historicamente explorados”, frisou.

Candidato a estadual, José Ary Garcia de Lima (PV) disse que, se eleito, irá cumprir o mandato até o fim. “É um absurdo abandonar o cargo. Respeito, mas não concordo.” Atrasado, Everton Ubirajara (PSL) chegou ao fim da sabatina, mas participou. “Minha proposta é discutir a juventude. O desafio do Brasil hoje é incluir o estudante no mercado de trabalho.” De Várzea Paulista, Aguinaldo Rocha (PMN), candidato a federal, foi questionado sobre a reforma do Código Penal. “A sociedade mudou e as cadeias não resolvem. Para resolver, é preciso ter políticas públicas sociais e a educação tem que ter qualidade”, afirmou.

Engajados e críticos - Os alunos, animados na sabatina, aprovaram o evento e fizeram questões elaboradas. Vitor Augusto, 16 anos, foi o primeiro a questionar. “O senhor pretende cumprir o mandato até o final?”, perguntou ao candidato Ary. “Achei que muitos já vieram preparados e conseguiram levar as perguntas para assuntos que já dominavam. Mas é muito interessante”, afirmou Mariana Souza, 16, que votará pela primeira vez em outubro. Seu colega, Vitor Salgado, 16, acha importante o momento. “Precisamos da participação das escolas. Toda aula, fazemos um debate.”

“Eles entenderam que esses representantes fazem parte do dia a dia deles e, então, terão como cobrar”, afirmou o professor de Filosofia e Sociologia da escola, André Raimundo.


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