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Candidatos do Aglomerado Urbano de Jundiaí foram vítimas do “efeito PSL”

CARLOS SANTIAGO | 09/10/2018 | 06:00

As mensagens de agradecimento que foram divulgadas ontem, um dia após o primeiro turno das eleições, por candidatos derrotados de Jundiaí à Assembleia e ao Congresso mostraram que a gratidão tem razão de ser. Cerca de 66% dos votos dos eleitores dos sete municípios que formam o Aglomerado Urbano de Jundiaí foram destinados a candidatos do próprio AUJ. Curiosamente, o candidato que menos votos recebeu da região foi o único eleito: Alexandre Pereira (SD), se elegeu deputado estadual com 48.969 votos – dos quais só 4.644 foram dados pelos sete municípios do AUJ (ou apenas 9%).

Entre os demais candidatos a uma vaga na Assembleia, Gustavo Martinelli (PSDB) foi o mais prestigiado pelo AUJ. O presidente da Câmara de Jundiaí recebeu 43.539 votos do AUJ, o que corresponde a 91% do total de sua votação (que foi de 47.649). O Dr. Pacheco (PR) e Pedro Bigardi (PDT) aparecem em seguida, tendo recebido 89% dos votos dos correligionários do AUJ. Na disputa para a Câmara dos Deputados, 79% da votação de Miguel Haddad veio dos municípios que integram o Aglomerado. Foram 67.596 votos (do total de 85.672 que ele recebeu). A candidata menos votada pelo AUJ foi a petista Mariana Janeiro. Do total de 10.713 votos dela, 25% vieram do AUJ (2.756).

Mariana, Bigardi, Gerson, Miguel, foram alguns dos candidatos que, por nota ou em textos nas respectivas páginas de Facebook, manifestaram seu agradecimento e, por tabela, deram o tom do que vem por aí no segundo turno. Alguns foram mais enfáticos e objetivos, outros adotaram tom mais ameno – mas todos reconheceram que o ‘adversário’ em comum atende pela sigla PSL.

Bolsonaro domina
Mais uma vez, os números justificam: Jair Bolsonaro (PSL), que busca chegar ao Palácio do Planalto, foi o candidato preferido em todos os sete municípios do Aglomerado Urbano de Jundiaí. O menor percentual foi dado a ele pelos eleitores de Campo Limpo Paulista (57,1%), e o maior veio de Itupeva, onde 62,83% digitaram o ‘17’ na urna eletrônica.

O filho dele, Eduardo Bolsonaro; e a advogada Janaína Paschoal também tiveram papel decisivo nesse ‘muro de lamentações’ dos não-eleitos. Afinal, os dois obtiveram, respectivamente, 40.966 votos e 52 mil votos, entre os eleitores do AUJ. Se eles já haviam entrado na história da política nacional como os recordistas absolutos de votação, também deixaram um gosto amargo para todos os concorrentes das outras siglas. Ou, como disse o ex-prefeito Miguel Haddad (PSDB), que teve de se contentar com a suplência: “Um tsunami passou por aqui.”

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