Política

Candidatos propõem oferta de emprego para proteger Região de crise econômica


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Crédito: Reprodução/Internet

De olho nas críticas sobre o governo Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição, que cobram crescimento econômico do País, candidatos de Jundiaí às eleições propõem articulações para controlar as altas da inflação e manter a oferta de emprego local. Ainda que as atribuições do Legislativo possam ser limitadas em determinadas funções exclusivas da presidência, se eleitos, eles prometem buscar fomento à economia do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ).

Ex-prefeito de Jundiaí e candidato a deputado federal, Miguel Haddad (PSDB), que levanta a bandeira do desenvolvimento em sua campanha, aproveita para cutucar a gestão petista. “A alta da inflação pesa no bolso das pessoas mais pobres. E o que é pior: tão logo passe a eleição, essa situação vai se agravar. O governo Dilma está segurando, à custa do futuro do Brasil, diversas bombas, como o aumento da gasolina e das tarifas de energia elétrica.”

Na opinião de seu colega de dobrada, deputado federal e candidato a estadual, Luiz Fernando Machado (PSDB), o Estado deve enxugar os gastos com a máquina pública. “É preciso investir para que o País possa se desenvolver. O retorno da ferrovia, em Jundiaí, por exemplo, é um investimento alto que fomenta a economia e o setor de infraestrutura e construção civil emprega muita gente”, diz.

Os tucanos defendem mais investimentos em formação por meio de escolas técnicas geradas pelas gestões estaduais do PSDB, como as Etecs e Fatecs, e dividem a busca por uma universidade federal para Jundiaí com os adversários petistas. Presidente da Câmara e candidato a federal, Gerson Sartori (PT) pretende articular a vinda da universidade pública e defende: “O Lula começou e Dilma tem que continuar distribuindo a renda do País. Precisamos intensificar ações e fazer a economia girar, mantendo o nível de emprego e melhorando as condições de vida do aposentado para ele participar.”

Candidato a estadual, o vereador Paulo Malerba (PT) acredita que há um alarmismo sobre a situação da economia atual. “Vejo que a inflação não está em patamar alto demais. Já tivemos a menor média na década. Há uma sazonalidade por questões conjunturais. O importante é manter a atividade econômica e contratar.” Se eleito, o petista pretende cobrar a vinda de uma universidade estadual para a Região.

Dos tributos ao salário - Candidato a estadual com apoio de Pedro Bigardi (PCdoB), Junior Aprillanti (PCdoB) também aposta na criação de uma universidade federal e pretende cobrar revisão dos impostos. “Precisamos de um maior repasse de verbas aos municípios que têm, hoje, muitas obrigações. Eu defendo, por exemplo, que 75% do IPVA fiquem para as cidades e 25% para o Estado, já que o viário é de responsabilidade das prefeituras”, afirma.

Enivaldo Ramos de Freitas, o Val (PSC), candidato a estadual, propõe maior incentivo fiscal às empresas. “Precisamos diminuir a carga tributária para que elas continuem conosco, além de atrair outras para o AUJ. Quero sentar com os empresários e ouvir as maiores dificuldades deles”, promete.

Candidato a federal, Roberto Leme (PSC) defende o trabalhador. “O governo precisa mexer na questão das arrecadações sobre a folha de pagamento. Temos que enxugar para manter o emprego na Região. O governo arrecada demais.” Para o vereador e candidato a estadual, Antonio de Pádua Pacheco (PSB), um reestudo dos impostos é necessário. “Precisamos de investimentos das empresas e de uma política pública que amplie o salário mínimo.”

Candidato a federal, o vereador Leandro Palmarini (PV) fala em recessão. “Quero dialogar com o Executivo sobre ações que não estourem a banda inflacionária e aumentem o desemprego como já acontece.”


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