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Caso triplex: Lula será julgado em segunda instância no dia 24 de janeiro

Da Folhapress . redacao@jj.com.br | 13/12/2017 | 06:54

O Tribunal Federal Regional da 4ª Região (TRF-4) marcou o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no caso do triplex do Guarujá, para o dia 24 de janeiro de 2018. Ontem, o desembargador Leandro Paulsen, que integra a Corte – sediada em Porto Alegre -, tinha pedido à secretaria da 8ª Turma que marcasse a data para o julgamento.

Paulsen, que é o revisor do voto do desembargador João Pedro Gebran Neto, relator do caso, levou seis dias úteis para avisar que o processo já poderia entrar em pauta. O caso de Lula tem tramitado em tempo recorde no tribunal, segundo reportagem do jornal Folha de S.Paulo. Foram 42 dias entre a condenação e o início da tramitação do recurso na segunda instância. O relator Gebran Neto, por exemplo, levou 36 dias úteis para finalizar seu voto. Foi o trâmite mais rápido entre todas as apelações da Operação Lava Jato com origem em Curitiba.

Os advogados de Lula pediram ao tribunal a ordem cronológica dos recursos de apelação desde a data da entrada até a da apelação do petista. “Pelo levantamento que fizemos, foi uma tramitação recorde. O que está em discussão é a isonomia de tratamento dada a Lula. Ele deveria ser tratado como todos os outros réus”, diz Cristiano Zanin, advogado de Lula.
A reportagem confirmou a data do julgamento no gabinete do desembargador Paulsen. Segundo a assessoria do magistrado, ele de fato já pediu data para o julgamento. Seu voto, no entanto, pode mudar até o dia da sessão, esclareceu a equipe do desembargador.

Em 1ª instância
Lula foi condenado a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo da Lava Jato envolvendo o triplex em Guarujá. A acusação foi de ocultação da propriedade do imóvel no litoral paulista, recebida como propina da empreiteira OAS, em troca de favores na Petrobras. Outros dois réus no mesmo processo foram condenados, e quatro, absolvidos.

A Justiça Federal no Paraná também determinou o bloqueio de R$ 16 milhões, estabelecido como dano mínimo, e o sequestro do apartamento. O ex-presidente também teve bloqueados mais de R$ 600 mil de contas bancárias e cerca de R$ 9 milhões que estavam depositados em dois planos de previdência privada. (Folhapress)

(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)

(Foto: Ricardo Stuckert/Instituto Lula)


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