Política

Clima de pré-eleições ameniza polêmicas entre os vereadores


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Crédito: Reprodução/Internet

Na reta final para as eleições, no dia 5 de outubro, vereadores têm evitado levantar temas polêmicos para discussão na Câmara de Jundiaí. Durante as sessões ordinárias, projetos de denominação de rua ou de inclusões no Calendário Municipal de Eventos predominam na pauta e ajudam, inclusive, parlamentares que são candidatos a deputado a respeitarem as restrições de propaganda em ambiente público, como exige a lei eleitoral.

No contexto de ‘evitar problemas’ aos olhos da Justiça, até os vereadores que não são candidatos deixam de travar discussões com maior proporção. Eles se posicionam com mais ênfase durante o Grande Expediente, após votação dos projetos. Desde julho, quando foi iniciada a campanha eleitoral, poucas oposições ficaram nítidas na Câmara durante sessões, sobretudo, após o retorno da ex-secretária de Assistência e Desenvolvimento Social (Semads), Marilena Negro (PT), criticada por vereadores do PSDB, como Gustavo Martinelli.

Nesta terça-feira, os colegas discutiram rapidamente dois vetos do prefeito Pedro Bigardi (PCdoB), falaram sobre novas leis, aprovadas, que exigem consciência ecológica e cívica nas escolas, e sobre três projetos de denominação de rua. Ainda que apontem alguns problemas da cidade e reclamações de munícipes, vereadores tomam cuidado para que suas declarações não sejam configuradas como tomada de partido frente às eleições.

Presidente da Câmara e candidato a deputado federal, Gerson Sartori (PT) não permanece todo o expediente sentado à Mesa desde sessões passadas. “Não acho que o ano eleitoral influencia. Temos vários projetos para a semana que vem. Tudo corre normalmente. O que diminui é o debate político.”

“Em eleições, não podemos falar algumas coisas, então, alguns temas são deixados para depois. Os candidatos não podem se inflamar e não podemos usar a Câmara para esse debate”, diz Rogério Silva (PHS). Para José Galvão Braga Campos, o Tico (PSDB), cuidado nunca é demais. “É prudente que se tome mais atenção ao falar. Por ser um ano eleitoral, temos que ter mais critério nos discursos.”

Entre os 19 vereadores, além de Sartori, há mais três candidatos. Leandro Palmarini (PV), a federal, lembra que o clima mais ameno também se deve ao não uso da Tribuna Livre neste período. “Por ser um período atípico, estamos com menos assuntos polêmicos.” Candidato a estadual, Paulo Malerba (PT) não vê mudanças. “Tivemos polêmicas sim e o debate não foi prejudicado. Não podemos pedir votos, o que é tranquilo, pois sabemos do uso de cada espaço”, avalia.

Vetos e projetos - Durante sessão, nesta terça-feira, vereadores derrubaram os vetos a textos ilegais aprovados na Casa - um deles ao projeto que criaria o Disque-Idoso como canal para denúncia de maus tratos. “É uma necessidade da população. Os idosos estão condenados a morrer às mínguas”, agradeceu Dirlei Gonçalves (PV), autor do texto. Outro veto era sobre projeto que exige, de bufês e parques privados, a manutenção e segurança de brinquedos. “O prefeito pode tentar uma Ação de Inconstitucionalidade, mas tentei convencê-lo para que não. O projeto dá gastos ao dono do bufê”, diz Marcelo Gastaldo (PTB), responsável pelo projeto.

Projeto ilegal de Antonio de Pádua Pacheco (PSB), candidato a estadual, para criar nas escolas da rede programa em prol do meio ambiente, foi aprovado, assim como o de Paulo Sérgio Martins (PPS), que exige, uma vez por semana em escolas privadas o canto dos hinos nacional e de Jundiaí. “Falta o civismo no Brasil”, disse. Outro projeto, de Rogério Silva (PHS), também foi aprovado e prevê apresentação de documento de menores na entrada de hotéis.


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