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Coligados se fortalecem para dar apoio no 2º turno

| 09/10/2014 | 22:51

Partidos coligados às bases que polarizam as eleições para presidente da República (PSDB e PT) começam a se mexer para pedir votos e definir rumos deste 2º turno. O apoio faz com que muitos deles se fortaleçam, inclusive, em território municipal. O corpo a corpo no Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ) pode ser decisivo, acreditam os representantes das legendas que agem de acordo com as diretrizes nacionais.

Os partidos que já se enquadravam em um grupo político desde o 1º turno tendem a manter a mesma posição, naturalmente, para esta segunda disputa. Ainda que tenha dispersado apoios para candidatos a deputado locais, na corrida presidencial, o PHS, por exemplo, apoiou a candidatura de Marina Silva (PSB). Agora, o partido aguarda declaração oficial, mas intenciona apoiar Aécio Neves (PSDB), já que o PSB oficializou parceria com o tucano nesta semana.

“O presidente nacional do PSB já declarou apoio ao Aécio. Conversei com o presidente do PHS local e nossa cidade não pode assumir uma posição independente. Seguirmos o partido nacional e, por isso, vamos aguardar uma definição”, diz o vereador Rogério Silva (PHS) que integra executiva da legenda em Jundiaí.

Segundo ele, uma definição deve ser divulgada até a próxima semana. O PHS tem, hoje, 360 filiados e sairá às ruas para pedir voto. “Se o partido declarar, estaremos juntos, com certeza”, diz o vereador que, na Câmara, é bem relacionado com a base do PT. O PTB, 3º maior partido em número de filiados na cidade (mais 2 mil), continua coligado a Aécio.

“Não faremos campanha ostensiva nas ruas, mas pedirimos apoio aos familiares, amigos”, afirma o presidente na cidade e vereador, Marcelo Gastaldo (PTB). Coligado ao PSB, o PPS já declarou apoio ao PSDB, como confirmou na cidade o vereador e presidente da legenda, Paulo Sérgio Martins (PPS). Em 2016, o partido espera lançar chapa pura à prefeitura.

Com seus candidatos – Diante da declaração de candidatos à presidência no 1º turno e que tiveram expressão em votos na Região, seus partidos seguem a ‘ordem’. Eduardo Jorge (PV), por exemplo, sinalizou apoio aos tucanos e, nesta onda, o vereador Leandro Palmarini (PV), presidente do partido, deve também pedir votos para Aécio. “Seguiremos a orientação. Vamos ajudar no que puder.”

Eduardo Jorge (PV) fez 2.309 mil votos em Jundiaí, onde o PV tem 600 filiados. Alinhados ao depoimento de Luciana Genro (PSOL), que tentou a presidência da República e conseguiu 4.955 mil votos na cidade, o PSOL não deve apoiar ninguém neste 2º turno. À imprensa, Luciana se disse imparcial, mas não recomendou votos a Aécio.

“Não daremos apoio a nenhuma candidatura e também não orientamos votos ao Aécio. Para nós, ele representa o conservadorismo de uma política elitista e antipopular”, opina o presidente do PSOL de Jundiaí, Clóvis dos Santos Costa Júnior. O partido tem cerca de 70 filiados, hoje, na cidade.

O presidente do PSC, Enivaldo Ramos de Freitas, o Val (PSC), foi procurado, mas não retornou as ligações até o fechamento desta edição. Pastor Everaldo (PSC), que tentou a presidência do País, declarou nesta semana que apoiará a candidatura de Aécio.

 


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