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Com 46% a 29%, Bolsonaro e Haddad se enfrentam no 2º turno

FOLHAPRESS | 07/10/2018 | 23:29

O deputado fluminense Jair Bolsonaro (PSL) e o ex-prefeito paulistano Fernando Haddad (PT) se enfrentarão no segundo turno da eleição para presidente, no próximo dia 28. Será o sexto segundo turno em oito eleições presidenciais desde a redemocratização de 1985. A onda de apoios que impulsionou Bolsonaro na última semana antes do primeiro turno espraiou-se, mas não foi suficiente para finalizar o jogo neste domingo (7).

Ele tinha 46,26% (49.064.345) dos votos válidos, com 99,17% das urnas apuradas (até o fechamento desta edição). Uma série de candidatos associados a seu nome nos estados teve desempenho superior ao que as pesquisas indicavam.  Já Haddad amealhou 29,02% (30.807.882) dos votos válidos, conquistando endosso significativo na região Nordeste, berço do homem que o colocou na corrida, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Se de 1994 a 2014 o que estava em jogo era avalizar ou rejeitar a gestão anterior, agora tanto Bolsonaro como Haddad são opositores ferrenhos da agônica e impopular presidência de Michel Temer (MDB). O segundo turno, porém, vai se dar entre os dois candidatos de maior rejeição pelo eleitorado. O deputado conseguiu associar-se à figura da novidade na política, mesmo sendo congressista desde 1991, e ganhou para si o rótulo de combatente principal contra o PT. Promete “quebrar o sistema”, sem dizer exatamente como o fará, apoiando-se na rejeição da política tradicional. Já o ex-prefeito apresenta-se como um redentor de políticas de seu partido durante a era Lula, buscando esquivar-se do desastre econômico legado por Dilma Rousseff (PT).

Essa particularidade explica o fiasco experimentado pelo PSDB nessa eleição. O partido apoiou o impeachment e aliou-se a Temer até o ano passado, mesmo contra a vontade de seu candidato, Geraldo Alckmin. O ex-governador cearense Ciro Gomes (PDT) provou resiliência ao longo da corrida, mas a prevalência do PT e de Bolsonaro no seu reduto, o Nordeste, limitaram sua capacidade de ultrapassar Haddad.

Marina Silva, da Rede, teve sua pior derrota: mero 1% dos válidos. Foi ultrapassada por um neófito, João Amoêdo (Novo), com 2,52%, e por Cabo Daciolo, com 1,26%. Henrique Meirelles (MDB), badalado ex-ministro da Fazenda, não teve como tirar a bola de chumbo representada por Temer de seu pé e amargou um sexto lugar, com 1,21%. Alvaro Dias (Podemos), que fez da defesa da Lava Jato sua bandeira, conquistou somente 0,81%.

Fotos: Folhapress

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