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Com nota estável, Jundiaí aposta em ações ambientais para subir em ranking

DA REDAÇÃO | 28/12/2018 | 05:04

O Programa Município Verde Azul (PMVA), desenvolvido pelo Governo do Estado, tem por objetivo medir e apoiar a eficiência da gestão ambiental com a descentralização e valorização da agenda ambiental nos municípios. Jundiaí manteve a nota conquistada nos últimos dois anos e projeta ações para o avanço nas posições do ranking estadual.

Na comparação entre os ciclos de 2017 e 2018, Jundiaí obteve pontuação geral semelhante. Em 2017 a cidade ficou na 22ª colocação, com 85.81 pontos. Em 2018, passou para 31ª colocação com 85.72. Nas respectivas diretivas, em relação ao ciclo 2017, a cidade registra seis notas superiores em 2018, uma nota foi mantida (Biodiversidade, com 8.65) e três notas tiveram queda.

Jundiaí conseguiu melhorar sua nota nos crtiérios Arborização Urbana, Conselho Ambiental, Esgoto Tratado, Município Sustentável, Resíduos Sólidos e Uso do solo. Em relação à Estrutura e Educação Ambiental, Gestão das Águas e Qualidade do Ar, porém, as notas foram mais baixas.

“Em linhas gerais, as notas que decresceram são derivadas da falta de legislação sobre alguns assuntos. Desta forma, foram iniciadas análises necessárias junto aos órgãos responsáveis para a elaboração de Leis Municipais relativas aos assuntos em questão”, detalha o diretor de Meio Ambiente da Unidade de Gestão de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA), Wagner Paiva.

INICIATIVAS
Entre as ações já iniciadas e que não foram computadas para o ano de 2018 está o Pagamento por Serviços Ambientais (PSA), Lei 9.116 de 14 de dezembro de 2018, que trará nota superior no quesito Biodiversidade. O programa é destinado a produtores rurais com áreas comprovadamente produtivas e será estendido às áreas urbanas com finalidade rural, também desde que comprovadamente produtivas com a incidência de Imposto Territorial Rural (ITR).

O PSA visa remunerar os proprietários que possuam áreas em processo de restauração ecológica (recuperação de áreas degradadas por meio de plantio de árvores nativas do Brasil) e que possuam fragmentos de mata do Bioma Mata Atlântica e Cerrado a serem conservados. A meta é estimular a conservação dos ambientes naturais evitando a perda de vegetação nativa, a fragmentação de habitats, a instalação dos processos erosivos e do assoreamento de corpos hídricos. Os produtores participantes do Programa Nascentes serão os primeiros beneficiados com o PSA.

Pelo quesito Educação Ambiental, contará favoravelmente a “Sala Verde”, do CREAM, inaugurada em 14 de dezembro, que tem como objetivo atuar como um espaço de informação e formação para a comunidade, a fim de contribuir para a construção de uma cidade sustentável, que trará nota superior no quesito Estrutura e Educação Ambiental.

Segundo a superintendente da Fundação Serra do Japi, Vânia Plaza Nunes, a meta para o próximo ano é, a partir de 2019, realizar ao menos um evento por mês na Sala Verde. “Os temas serão discutidos entre a Educação, Fundação UGPUMA e Conselhos interessados. A proposta é oferecer conhecimento para todas as idades. Ainda está previsto curso de formação para monitores mirins e infanto juvenis dos grupos dos escoteiros da cidade. Eles serão multiplicadores de conhecimento para a sensibilização da sociedade. A Serra do Japi é um espaço a ser preservado”, garante.

PMJ

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