Política

Defesa de Lula recorre a Direitos Humanos da ONU; ex-presidente fará pronunciamento às 16h


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Crédito: Reprodução/Internet
A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou com um pedido de liminar no Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas, com sede em Genebra, no qual pede que o órgão solicite ao governo brasileiro que impeça a prisão dele até que se esgotem os recursos contra sua condenação em todas as instâncias da Justiça. [caption id="attachment_20278" align="alignleft" width="300"]FOTO: AGÊNCIA BRASIL FOTO: AGÊNCIA BRASIL[/caption] Os advogados Cristiano Zanin, Valeska Zanin e Geoffrey Robertson alegam que o julgamento da última quarta-feira (4), quando o Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou, por 6 a 5, um habeas corpus preventivo de Lula, precisa ser examinado por um tribunal independente. Na manhã desta sexta-feira (6), o ex-presidente disse à reportagem que sua decisão era não ir a Curitiba para se entregar à Polícia Federal, como determinou o juiz Sergio Moro. Lula passou a noite no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo (SP), em companhia dos filhos, amigos e dirigentes do partido, e lá pretende ficar durante o dia, em reunião. A dúvida agora é entre se apresentar em São Paulo ou esperar a PF prendê-lo na sede do sindicato, onde militantes pretendem montar um corredor humano em volta do petista. O presidente estadual do PT, Luiz Marinho, disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fará um pronunciamento às 16h, uma hora antes do prazo fixado pelo juiz Sergio Moro. Segundo ele, a Frente Brasil Popular, composta por movimentos de esquerda, reconheceu disposição de resistir à prisão. O ex-presidente aguarda também o resultado de um novo pedido de habeas corpus feito pela defesa, dessa vez ao STJ (Superior Tribunal de Justiça). “A decisão por uma estreita margem, tomada na quarta-feira, 04 de abril, pelo Supremo Tribunal Federal, demonstra a necessidade de um tribunal independente examinar se a presunção de inocência foi violada no caso de Lula, como também as alegações sobre as condutas tendenciosas do juiz Sérgio Moro e dos desembargadores contra o ex-presidente”, disseram os advogados por meio de nota.

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