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Diretórios locais falam em apoio a França e Haddad no 2º turno

CARLOS SANTIAGO | 12/10/2018 | 06:05

Dirigentes das siglas locais de Jundiaí ouvidos pelo JJ são quase unânimes em afirmar que seus respectivos partidos apoiarão o candidato do PSB, Márcio França, na disputa do segundo turno ao governo do Estado. Confirmaram o apoio a França o PDT, o MDB, o PMB e o PCdoB. Já com relação à disputa pela presidência da República, o nome de Jair Bolsonaro (PSL) também apareceu em uma das entrevistas feitas com os presidentes de alguns dos diretórios municipais.

Este foi o caso de Waldemar Foelkel, o ‘Cabelo’, presidente do MDB de Jundiaí. Cabelo, por um lado, afirmou que “o partido não votará no PT para a presidência. Isso ainda não está fechado”. Por outro, no entanto, ele avaliou que “a maioria (dos emedebistas) votou no Bolsonaro inclusive em função do antipetismo”. Para o governo do Estado, o MDB definiu posição favorável a Márcio França, conforme o próprio candidato derrotado, Paulo Skaf, bem como o presidente do diretório estadual, Baleia Rossi, já se manifestaram.

Já o presidente do PDT de Jundiaí, Gerson Sartori, preferiu inverter a pergunta que recebeu. “Me pergunte quem nós não vamos apoiar”, disse. Em seguida, em tom mais ameno, Sartori afirmou que o PDT tem um lado – “o lado da democracia”. “Chegamos a essa situação muito, também, por culpa do PT. PT e PSDB são os responsáveis pelo Bolsonaro. Ao PT faltou ter a humildade de dar um passo atrás e de não ter candidatura própria, pensando no país e não em si. Agora que chegamos a este ponto, e como nos recusamos a apoiar Bolsonaro, só resta Haddad.”

Em São Paulo, o PDT apoiará Márcio França. “O Doria não tem nada a ver com o que nós defendemos”. Rafael Purgato, presidente do diretório do PCdoB, diz que “o caminho mais natural é orientar o voto para Márcio França, já que a linha é de não-apoio a João Doria”. Com relação à presidência, a definição é clara. Afinal, a candidata a vice na chapa de Fernando Haddad é Manoela D’Ávila, dos quadros do partido.

João Miguel, do PMB, lembra que o partido seguirá apoiando Márcio França ao governo paulista. Ele, no entanto, ainda não tem uma definição partidária estadual ou nacional. “Só posso falar por mim. Uma coisa que tenho certa é que não voto em Bolsonaro – mas isso não quer dizer que vou votar no Haddad”. Edilson Chrispim, presidente do PP, apenas informou que haverá uma reunião na próxima segunda-feira, com as lideranças estaduais, para discutir os apoios no segundo turno.

Fotos: Jornal de Jundiaí

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