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Doria minimiza ausência de cumprimentos de tucanos após vitória

FOLHAPRESS | 29/10/2018 | 14:44

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB) negou ter recebido cumprimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e dos ex-governadores José Serra e Geraldo Alckmin, seus correligionários, após sua vitória nas urnas neste domingo (28). Em entrevista à rádio Jovem Pan nesta segunda-feira (29), Doria foi questionado sobre se teria recebido algum telefonema dos líderes da sigla.

“Não, aliás, vocês poderiam ligar para eles para saber por que não ligaram, mas não tem problema. Eu tenho grandeza, tenho altivez. Vou governar para todos os brasileiros de São Paulo, os que me ligaram e os que não me ligaram. Os que votaram e os que não votaram”, afirmou. Sobre se teria ficado sentido com a falta desses cumprimentos, Doria desconversou e disse para o apresentador: “Deixo a resposta para você mesmo”. Apesar da ausência, o ex-prefeito de São Paulo disse que há espaço para coexistir com Alckmin no PSDB.

“Claro que há espaço. Claro que não sou eu que defino isso, mas volto a repetir que Geraldo Alckmin é um homem de respeito, com uma trajetória limpa de vida pública”, disse. Numa reunião da direção nacional da sigla após o primeiro turno das eleições, Alckmin insinuou que Doria é um traidor. O tucano se aproximou de Jair Bolsonaro (PSL) enquanto o ex-governador ainda disputava a Presidência e no segundo turno passou a defender o capitão reformado abertamente, pregando o voto “BolsoDoria” e se aproximando de deputados da sigla.

Ao votar neste domingo, Doria foi acompanhado pela deputada federal eleita Joice Hasselmann (PSL-SP), que em entrevista à Folha de S.Paulo se assumiu como “o Bolsonaro de saias”. Doria evitou falar sobre a presidência do PSDB, mas defendeu espaço para os eleitos na executiva, citando nominalmente o governador eleito no Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e a senadora eleita por São Paulo Mara Gabrilli.

“Do ponto de vista da executiva nacional, vamos esperar que haja uma convocação. Suponho que vai haver. Há uma nova correlação de forças. Eu aprendi rapidamente, embora seja aluno novo na política, que na política faz diferença quem tem voto e neste momento os que foram eleitos têm voto e precisarão ser ouvidos, naturalmente”, afirmou. Em seu discurso neste domingo, após ser eleito, Doria afirmou “a partir de 1º de janeiro, no PSDB, no meu PSDB, […] acabou o muro”. Durante a entrevista, o tucano corrigiu a fala.

“É o nosso PSDB, não é meu. Apenas disse que a minha posição é a posição de que o PSDB, a partir de janeiro, quando estarei empossado governador de São Paulo, não será mais o PSDB do muro”, afirmou. O tucano defendeu o legado de Franco Montoro, Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Geraldo Alckmin, mas voltou a afirmar que o partido precisa fazer uma autoavaliação daqui para frente.

Doria também disse que teve uma boa conversa com o presidente eleito, Jair Bolsonaro, nesta segunda-feira. “Nós nos comprometemos a ter um encontro nos próximos dias para sintonizar aquilo que nós chamamos de pacificação pelo Brasil”, afirmou. O tucano também trocou mensagens por WhatsApp com Paulo Guedes e defendeu uma reformulação do pacto federativo para que São Paulo receba mais recursos do governo federal.

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