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Doria quer cronograma para Trem Intercidades em fevereiro

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 20/01/2019 | 04:00

Após muitos planos empacados em governos anteriores para conectar as cidades do Interior à Capital paulista, a gestão do governador João Doria pretende definir, até o dia 10 de fevereiro, o cronograma para a realização do Trem Intercidades. A ideia é lançar o primeiro edital de licitação já em dezembro deste ano.

Entre os vários governos tucanos que passaram pelo estado de São Paulo, diversos projetos foram criados. Alguns ligando o aeroporto de Viracopos ao aeroporto de Guarulhos, como o projeto divulgado em 2003; outros pretendem incluir também as cidades de São José dos Campos, Pindamonhangaba, Sorocaba e Santos.

Em entrevista exclusiva ao Jornal de Jundiaí, o secretário de Transportes, Alexandre Baldy, afirmou que todos estão sendo retomados e estudados, mas que o projeto que liga Americana à Capital, passando por Campinas e Jundiaí, está mais amadurecido. “Já tivemos algumas discussões travadas sobre ele e é o que tem mais chance de sair do papel primeiro”, diz.

Este é o projeto que pretende estender a linha 7-Rubi, que sai da estação Luz, em São Paulo, e vem até Jundiaí. A ideia, porém, é utilizar os trilhos paralelos aos que hoje fazem a viagem da CPTM. “Queremos recuperar esses trilhos paralelos, que hoje são mal utilizados, e fazer o trem expresso”, explica Baldy.

Doria já se reuniu com o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, na última sexta-feira (12), que deu apoio ao projeto. “A pré-disposição do atual governo foi o que mudou a realidade do Trem Intercidades”, afirma o secretário estadual.

Nesta terça-feira (15), a equipe também se reuniu com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para debater o financiamento do projeto. Baldy conta que o investimento depende das atuais concessionárias que possuem os trilhos na Região.

“Se eles devolverem as linhas para o Governo Federal, poderemos fazer a modelagem do projeto. E se a União fizer outorgas capitalizadas por concessionárias de outras vias ou das mesmas que atualmente administram os trilhos, isso derrubaria o investimento por parte do governo estadual”, explica.

Baldy evita cravar um número para financiamento do projeto, mas segundo a proposta divulgada pelo governo Alckmin em 2013, o custo estimado seria de R$ 5,4 bilhões, sendo R$ 1,8 bilhão dos cofres do Estado e o restante através de Parcerias Público-Privadas (PPP).

O prefeito Luiz Fernando Machado aprova a ligação da cidade com outros municípios. “O transporte estimulará a troca do automóvel pelo transporte ferroviário, oferecerá economia para o usuário e contribuirá para a redução dos engarrafamentos, colaborando, inclusive com o meio ambiente”, ressalta. “Além disso, o modelo atua em parceria com o transporte de cargas intermodal, que reduz custos e favorece a competitividade das empresas no cenário econômico.”

Investimento

O secretário de Transportes afirma que, independentemente do projeto Intercidades sair do papel ou não, a linha 7-Rubi receberá investimentos e melhorias. “Queremos melhorar a segurança, pois atualmente diversas invasões ilegais nos trilhos tornam o trajeto mais lento. Algumas estações de embarque e desembarque também serão renovadas, e Jundiaí é uma das cidades prioritárias”, afirma. A estação de Francisco Morato já está com edital pronto para iniciar as obras.

Projeto depende da concessão dos trilhos por parte das concessionárias e pode custar R$ 5,4 bilhões; financiamento pode ter investimento estadual e privado (Foto: Rafael Hupsel/Folhapress)

Projeto depende da concessão dos trilhos por parte das concessionárias e pode custar R$ 5,4 bilhões; financiamento pode ter investimento estadual e privado (Foto: Rafael Hupsel/Folhapress)

 

 


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