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Eleições 2018: grupos tentam se eleger com candidaturas coletivas; entenda

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI - gmangieri@jj.com.br | 02/03/2018 | 04:04

Os movimentos civis que pregam a renovação política não querem apenas mudar as pessoas que fazem política no país hoje, mas a forma como ela é feita. Com isso em mente, alguns grupos pretendem lançar candidaturas coletivas ao Legislativo nas eleições de 2018. “Desafiaremos a política tradicional construindo candidaturas que unirão representantes de diversas causas em torno de um mesmo número na urna”, afirma o movimento Bancada Ativista, que respondeu à reportagem do JJ de forma coletiva. O grupo terá um candidato a deputado estadual em São Paulo (ainda indefinido), mas já está articulando com outros estados.

Bancada Ativista. Foto: Divulgação

Bancada Ativista. Foto: Divulgação

Ideia parecida tem o grupo Mandato Conjunto 18, formado por membros de diversos partidos – Rede, PV e PSB – e movimentos como o Agora, o Acredito, a Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (Raps), o movimento negro e outros. “Muitos deles lançarão candidatos a deputado. Nossa intenção é que eles apoiem nossa candidatura coletiva ao Senado”, explica Duda Andrade, membro do grupo. Em Jundiaí, os grupos consultados pela reportagem, entre eles o Livres! e o MBL, afirmaram que não pretendem lançar candidaturas dentro deste formato na Região.

Critérios de seleção
“A ideia é juntar pessoas que representem diversas causas e tomem as decisões em conjunto, sempre em busca de um projeto de país que pense no coletivo”, conta Duda. Ela se coloca como especialista em habitação. “Da mesma forma, outros membros do grupo têm mais propriedade para debater sobre desenvolvimento econômico, meio ambiente, direitos humanos, segurança pública etc”, explica. O objetivo da candidatura da Bancada Ativista é o mesmo.

Viabilidade jurídica
Tanto a Bancada Ativista quanto o Mandato Coletivo 18 pensam em estratégias para não ter sua candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que não reconhece esta forma de candidatura. “Apenas uma pessoa será registrada na Justiça Eleitoral. Porém, na prática, essa pessoa será tão candidata quanto as outras”, diz a Bancada Ativista. Mesmo que apenas o rosto de um apareça na urna, os grupos prometem total transparência durante a campanha, para que fique claro aos eleitores que estarão colocando um grupo de pessoas no poder. “Por isso, nosso slogan é ‘vote em um, leve 18’”, afirma Duda. O grupo pensa em escolher um cabeça de chapa mais conhecido, para dar mais visibilidade à ideia. “Outra possibilidade é deixar que os 18 façam campanha para o mesmo número eleitoral e escolher um representante em cima da hora”, diz Duda. “Ainda estamos decidindo isso”.


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