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Em Jundiaí, bombeiros ajudam eleitora a votar em escola da Agapeama

CARLOS SANTIAGO | 08/10/2018 | 06:02

Cerca de 252 mil eleitores foram às urnas em Jundiaí nas 998 seções eleitorais da cidade, para votar no primeiro turno neste domingo. A necessidade de digitar os votos para seis cargos (deputados federal e estadual, dois senadores, governador e presidente) causou filas. Mesmo assim, houve poucos problemas na maioria das seções. O balanço feito pelos chefes de Cartório Eleitoral das três zonas eleitorais de Jundiaí mostrou que apenas 33 urnas (das 998 utilizadas) apresentaram defeito e tiveram de ser substituídas – apenas 0,33% do total.

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 55 mil jundiaienses se abstiveram (18% do total de eleitores do município, que é de 308 mil). Os “santinhos” jogados nas ruas próximas aos colégios rarearam – a reportagem encontrou alguns panfletos jogados apenas no Jardim das Tulipas. Na maioria das escolas, a limpeza foi o que mais chamou a atenção.

O juiz responsável pela 281ª zona eleitoral, Marco Aurélio Stradiotto, relatou que houve três casos que exigiram uma atenção maior – dois deles registrados na Escola Estadual Benedita Arruda, na Vila Didi, região da Agapeama, e um terceiro caso envolvendo uma mesária escalada para trabalhar na Escola Estadual Albertina Fortarel, no Parque Eloy Chaves. O juiz eleitoral foi até a escola Albertina Fortarel depois que recebeu denúncia de que uma mesária, durante o período de almoço do presidente daquela seção, colou um adesivo na própria roupa com a inscrição “#elenão”.

Quando Stradiotto chegou ao local, a própria mesária já havia retirado o adesivo. Mesmo assim, ela admitiu o fato, sendo substituída, por determinação do juiz, por uma mesária que estava na mesa de justificativa de voto. “Mesmo não constatando o flagrante, fiz constar o ocorrido em ata e ela foi apartada”, confirmou Stradiotto. O juiz lembrou, ainda, que era permitido ao eleitor esse tipo de manifestação silenciosa – mas não aos mesários.

Outro caso que exigiu a intervenção do juiz eleitoral foi registrado na Escola Benedita Arruda. Ali, uma eleitora (que sofreu uma cirurgia há poucos meses e não conseguiria subir os dois lances de escadas até chegar à seção eleitoral dela) queria exercer o direito do voto. Os funcionários da escola telefonaram para o Cartório Eleitoral propondo uma solução: eles próprios poderia “levar” a eleitora escadas acima.

O juiz, preocupado tanto com a eleitora quanto com a falta de melhores condições de transporte, optou por pedir apoio ao Corpo de Bombeiros. “Os bombeiros prontamente foram ao local, levaram a eleitora, esperaram ela votar e tornaram a descer com ela em segurança”, comentou o juiz, em agradecimento aos bombeiros.  As urnas começaram a chegar ao Cartório da 281ª zona eleitoral pouco depois das 18h. Foram levadas pelos diretores de cada escola, escoltadas pela Polícia Militar – em alguns casos, pela Guarda Municipal.

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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