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Em Jundiaí, PSL afina monitoramento enquanto PT acelera por votos

CARLOS SANTIAGO | 26/10/2018 | 06:05

Enquanto os aliados e apoiadores do PSL “consolidam o voto” em Jair Bolsonaro (expressão utilizada pelo presidente do diretório em Jundiaí, Bispo Iraldo Ataíde dos Santos, para se referir à posição confortável do candidato do partido na disputa para a Presidência da República), a militância do PT na região acelera o passo e tenta ganhar fôlego para uma virada no ‘placar eleitoral’.

O Bispo Iraldo se apoia em alguns argumentos para esta etapa de ‘manutenção’ da campanha. Entre estes, claro, estão os números. Afinal, as pesquisas divulgadas nesta semana seguem mostrando a dianteira de Bolsonaro sobre o candidato do PT, Fernando Haddad.

O presidente do PSL de Jundiaí apela para um ditado popular para definir a situação atual. “Às vezes, menos é mais”, comenta. Segundo ele, alguns episódios “desfavoráveis” (ele cita especificamente as críticas feitas por Eduardo Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal – que falou até em ‘fechar o STF’) fazem com que a melhor estratégia, nesse momento, seja uma postura mais ‘defensiva.’

Embora haja um evento (ainda a ser confirmado) para amanhã, que fecharia a campanha em Jundiaí, a preocupação passa a ser, segundo o Bispo Iraldo, estabelecer todo o esquema de monitoramento e fiscalização, conversando e treinando com aqueles que atuarão como delegados e fiscais no domingo. “Já temos as equipes definidas para a fiscalização e, há, ainda, um grupo que está cadastrando outras pessoas que serão os ‘Fiscais do Jair’”, conta.

Estes serão um grupo de pessoas que, ao final da votação, se encarregarão de fotografar, pelo celular, os boletins de urna que são afixados nas seções eleitorais. Segundo o presidente do PSL de Jundiaí, o partido desenvolveu um aplicativo para receber os QR Codes dos boletins de urna e totalizar os votos.

PT trabalha duro
Pelo lado do PT e dos partidos que apoiam a candidatura de Fernando Haddad, o trabalho segue sendo feito na rua. “É a reta final, hora de conversar olho no olho, coisa que fazemos muito bem, ao lado, também, dos partidos que são nossos aliados, como PCdoB e PSOL”, conta a presidente do PT de Jundiaí, Marilena Negro.

Marilena faz um balanço que considera “extremamente positivo” da campanha feita ao longo do segundo turno. E não se abala nem mesmo quando é lembrada que, em Jundiaí, Haddad ficou em terceiro lugar no primeiro turno (Ciro Gomes, do PDT, foi o segundo mais votado em Jundiaí).

“É um conjunto de fatores: havia outros candidatos, uma grande divisão, viemos de um processo com Lula, depois tivemos poucos dias de campanha com o nome do Haddad. Agora, no segundo turno, é a campanha dele. Por isso, a adesão está sendo grande e estamos muito confiantes”, diz Marilena.

Ela também argumenta que a leitura (relativa à votação em Jundiaí no primeiro turno) não pode desprezar a quantidade de votos dados aos candidatos do PT tanto para a Assembleia como para o Congresso. “Tivemos uma votação expressiva e elegemos a maior bancada do Congresso”, reafirma.

A respeito do encerramento da campanha, o PT faria um evento ontem à noite, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, no Centro de Jundiaí. A ‘Plenária da Mobilização’ seria mais um trabalho no sentido de marcar a arrancada de Fernando Haddad rumo ao Planalto. “Também teremos muitas atividades amanhã, em todo o Estado. São Paulo está revertendo as coisas”, diz Marilena, esperançosa.

PSL VAI GANHAR SEDE EM JUNDIAÍ: A ‘onda Bolsonaro’ está causando uma grande procura por filiações no diretório jundiaiense do PSL. O presidente da sigla, Bispo Iraldo, diz que recebe mensagens e telefonemas a todo momento, de pessoas querendo saber como podem se filiar. Com o crescimento do partido (inclusive das bancadas em Brasília e na Assembleia) o diretório jundiaiense deve ganhar uma sede física em 2019.

PT DE JUNDIAÍ VAI ÀS RUAS PEDIR VOTO: A militância petista, reforçada pelos apoiadores dos partidos aliados, como PSOL e PCdoB, está inteira nas ruas. Na quarta-feira, até mesmo a presidente do PT de Jundiaí, a ex-vereadora Marilena Negro, foi vista na rua Barão de Jundiaí. Ao lado de outras três pessoas, argumentos para reverter votos a Fernando Haddad.

Foto: divulgação

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