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Em Jundiaí, Roberto Freire diz que Alckmin pode reunir Brasil polarizado

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 21/06/2018 | 05:25

Em visita a Jundiaí na noite desta quarta (20), o presidente nacional do PPS, deputado federal e pré-candidato à reeleição, Roberto Freire, reafirmou sua preferência pelo presidenciável Geraldo Alckmin (PSDB). No começo da semana, lideranças da Rede afirmaram que a pré-candidata Marina Silva estava considerando convidá-lo a compor sua chapa como vice-presidente. Freire conta, porém, que o PPS decidiu apoiar Alckmin ainda em março.

Isso porque o deputado vê no tucano o pré-candidato mais capaz de resolver os problemas da polarização intolerante. “Ele é o que melhor representa as forças políticas que não estão ligadas ao ‘bolsonarismo’ da direita nem ao ‘Lulo-petismo’ da esquerda que, na minha concepção, não têm nenhum compromisso com a democracia”, afirma. “Alckmin não traz antagonismos, sabe dialogar e foi um excelente gestor em São Paulo”, elogia.

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Sobre a dificuldade do tucano em avançar nas intenções de voto da população, Freire se diz despreocupado com as pesquisas. “Os institutos estão avaliando cenários que não existem, como a possibilidade de eleição do ex-presidente Lula (PT). Isso distorce os resultados e torna os estudos irrelevantes”, critica.

Para ele, as pesquisas só poderão refletir a real opinião pública quando o cenário estiver mais definido, o que ele acredita que irá acontecer até o fim da Copa do Mundo. “É a primeira eleição em que os aliados não assistirão aos jogos juntos, porque não tem aliado. Estamos passando por uma crise política séria que está dificultando a criação de laços políticos, tanto a nível nacional como estadual”, opina. “Porém, até o fim da Copa acho que veremos uma concretização do cenário”.

ALFINETADAS
Durante o encontro, Freire aproveitou para cutucar aqueles que, em sua visão, usam o discurso da renovação política de forma equivocada. “Tem gente que acha que o Jair Bolsonaro (PSL) é anti-establishment, mas é o contrário. Ele sempre foi omisso à intervenção militar no Rio de Janeiro e, em sua atuação parlamentar, foi aliado dos petistas. Nem oposição direito ele é”, condena.

Em alusão ao Partido Novo, ele também depreciou alguns ‘jovens com ideias velhas’. “Tem gente que veio do banco dizendo que não vai usar recurso público, aí fica fácil. Mas quem disse que queremos entregar a república ao mercado financeiro?”, alfinetou. A renovação necessária, diz ele, não tem a ver com idade ou experiência, mas com um novo projeto de Brasil. “Será que vai ter uma renovação superando o papel do partido? Acho que é por aí. Partidos viraram negócios, assim como sindicatos e igrejas, e a mudança virá queiramos ou não”, finaliza.

Foto: Jornal do Tocantins

Foto: Jornal do Tocantins


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