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Em um ano, novas legislaturas abrem quatro inquéritos no Aglomerado Urbano

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 24/06/2018 | 05:20

No primeiro ano do novo mandato, quatro comissões especiais ou parlamentares de inquérito foram abertas pelas Câmaras Municipais do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). Segundo levantamento feito pelo JJ, os prefeitos de Louveira e Campo Limpo Paulista, Junior Finamore (PDT) e Japim de Andrade (PSB), foram alvos de duas denúncias cada um.

Em maio de 2017, cinco vereadores de Campo Limpo solicitaram a abertura de uma CPI para investigar Japim por irregularidades na nomeação de servidores comissionados, nepotismo, ofensa a princípios constitucionais e danos ao erário.

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Presidida pelo vereador Leandro Bizetto (PSDB), a comissão concluiu serem procedentes as acusações e ainda constatou a existência de funcionários fantasmas na Prefeitura de Campo Limpo Paulista, assim como a contratação de empresas ligadas a servidores comissionados. O relatório foi enviado ao Ministério Público e ao Tribunal de Contas de São Paulo.

Em junho, Japim também foi alvo de uma Comissão Processante que investigou o uso em benefício próprio de um motorista da prefeitura. Apesar de um resultado inconclusivo, a comissão culminou na cassação do prefeito por nove votos a quatro, em setembro. Ainda naquele mês, Japim conseguiu uma liminar na Justiça para se manter no cargo até o fim do processo do Tribunal de Justiça.

LOUVEIRA
Junior Finamore também foi alvo de duas denúncias. A primeira Comissão Especial de Inquérito (CEI) foi instaurada em julho de 2017 para investigar irregularidades nas desapropriações realizadas pela prefeitura entre 2013 e 2016, bem como a suposta existência de pagamentos irregulares aos proprietários.

Além de colher depoimentos e documentos, a comissão contratou uma empresa especializada para analisar as áreas desapropriadas. Em fevereiro, o processo foi arquivado após constatar-se que não houve ilegalidade no processo.

Outra CEI, porém, encontrou irregularidades na terceirização de quatro creches no município. Segundo o relatório, foram encontrados indícios de superfaturamento e direcionamento no processo licitatório, com “vícios insanáveis”. O processo também contou com a ajuda de um especialista em licitações, contratado pela Câmara.

Após a conclusão da comissão, em março, os vereadores Rodrigão (PSD) e Leandro Lourençon (PSDB) pediram a instauração de uma nova comissão para cassar Finamore. O pedido foi negado pelos demais vereadores, mas o relatório foi enviado ao MP-SP e ao TCESP, onde está sendo avaliado. A prefeitura nega as acusações.

Japim foi cassado por uma das comissões, mas se mantém no cargo com liminar.

FOTO: DIVULGAÇÃO

 

 

Finamore não foi cassado, mesmo após conclusões negativas da CEI das creches.

FOTO: DIVULGAÇÃO


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