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Esquerda mantém indefinição quanto à sucessão de Alckmin

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI - bmangieri@jj.com.br | 04/03/2018 | 02:21

O PCdoB é o único partido de esquerda que não pretende ter candidato próprio ao governo paulista. Os demais mantêm pré-candidaturas próprias e aguardam uma definição melhor do cenário nacional para discutir apoios e debates em nível estadual, enquanto alguns só admitem ser cabeça de chapa.

Oswaldo diz que aliança PSB-PSDB pode ocorrer em outros estados. Foto: Arquivo/ JJ

Oswaldo diz que aliança PSB-PSDB pode ocorrer em outros estados. Foto: Arquivo/ JJ

É o caso do PSB, cujo pré-candidato é o vice-governador Márcio França, que está até disposto a quebrar a longa aliança com o PSDB para tentar conquistar a cadeira principal do Palácio dos Bandeirantes. “Os tucanos não terão nosso apoio à presidência a menos que apoiem França, mas parece que isso está fora de cogitação”, diz Oswaldo Fernandes, do PSB Jundiaí.

O mais provável que os tucanos lancem a candidatura do prefeito de São Paulo, João Dória (PSDB), ao governo. “Em São Paulo, acho que estaremos em pólos opostos. Em outros estados, pode haver coligação entre PSB e PSDB, então haverá palanque para o governador Geraldo Alckmin (PSDB)”, diz Oswaldo. Quem também aguarda uma definição sobre a parceria entre os tucanos e o PSB é o PCdoB. Segundo Rafael Purgato, representante local da legenda, o partido comunista está disposto a apoiar a candidatura de França desde que o PSB quebre a aliança feita com o PSDB.

Caso isso não aconteça, o partido pode acabar apoiando o PT, que tem como pré-candidatos o ex-prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, e o ex-prefeito de Guarulhos, Elói Pietá. “Creio que ninguém fechou a questão de forma definitiva, inclusive porque as coligações estaduais costumam ter influência do cenário nacional”, afirma Paulo Malerba (PT), pré-candidato jundiaiense a deputado federal. “O PT está buscando apoios, inclusive para ter um palanque importante em São Paulo para a disputa da presidência da República”.

O PDT fala na pré-candidatura do jurista Gabriel Chalita, mas não descarta parcerias futuras. “Em função da candidatura do Ciro Gomes, composições com o PSB, a Rede e o PCdoB estão sendo discutidas em outros estados, o que pode refletir aqui em São Paulo. Mas tudo permanece muito indefinido ainda”, admite Gerson Sartori (PDT), também pré-candidato a deputado federal na Região. A professora Lisete Arelaro é a pré-candidata do PSOL em São Paulo, de acordo com Cléofas Teixeira Barbosa, representante da legenda em Jundiaí. “Segundo nosso estatuto, só poderíamos nos coligar com o PCB e o PSTU, mas nada está definido ainda”, diz.


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