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Flexibilização gradual ainda é dúvida no governo estadual

Angelo Augusto Santi | 20/05/2020 | 19:19

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), reafirmou ontem (20) que a quarentena no estado permanece até 31 de maio. Apesar de a administração já ter pronto o Plano São Paulo, que prevê a reabertura de segmentos durante a quarentena em razão da pandemia de covid-19, sua gradual abertura dependerá dos resultados do feriadão prolongado da capital. “Iremos avaliar somente após este período para saber quais decisões serão tomadas”, afirmou em entrevista ontem (20).

Doria segue reforçando a grave preocupação das autoridades estaduais com o avanço do coronavírus nos municípios do interior e do litoral de São Paulo. “É hora de compreendermos a gravidade das circunstâncias que o Brasil e São Paulo estão enfrentando na pior fase do coronavírus desde a sua chegada”, declarou o governador. “É preciso que tenhamos todos consciência desta gravidade para evitar que mais brasileiros percam as suas vidas”, acrescentou.

Doria disse ainda que 26% dos 645 municípios do estado não têm registro de casos de coronavírus, mas a ideia de decretar o lockdown na Capital ainda não foi descartada devido ao aumento no número de casos e mortes.

O tucano também pediu que a reunião entre os governadores e o presidente aconteça em clima de paz e de preservação da vida. O encontro, virtual, está marcado para hoje (21), às 10h da manhã. Ele acontecerá logo após o Brasil registrar mil mortes por coronavírus em 24 horas, um recorde, e após o Ministério da Saúde ampliar o protocolo sobre o uso da cloroquina para casos leves da covid-19.

Doria rechaçou enfaticamente o uso da cloroquina. Questionado, afirmou que “não, nós não faremos distribuição, nem aplicação generalizada da cloroquina. Por quê? Porque a ciência não recomenda”.

Na sequência, o secretário de Saúde do estado de São Paulo, José Henrique Guermann, explicou que a nova medida do governo federal não altera os protocolos vigentes até então no que tange o fato de que o medicamento pode ser usado se o médico entender que é o caso e com autorização do paciente. “Não é um medicamento que você distribui sem prescrição”, disse Guermann.

Desde o início da pandemia, o governador de São Paulo e Bolsonaro têm trocado farpas, sobretudo quanto a adoção ou não de medidas de isolamento social. “Não é possível que alguém com o mínimo de compaixão não se sensibiliza diante deste fato, não reflita diante desta situação”, completou o governador.


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