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Gastos com obras de Saúde e Educação são temas de audiência

Angelo Augusto Santi | 29/02/2020 | 09:30

A Câmara de Jundiaí recebeu na manhã de ontem (28) uma audiência pública para demonstração e avaliação do cumprimento das metas fiscais do 3º Quadrimestre do exercício de 2019. Em observância à Lei de Responsabilidade Fiscal, os dados foram apresentados pela Unidade de Gestão de Governo e Finanças da Prefeitura – comandada pelo gestor José Antonio Parimoschi – à Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara – liderada pelo vereador Marcelo Gastaldo (PTB) – e à sociedade em geral. O plenário da Câmara estava praticamente vazio.

Os principais assuntos tratados pelo gestor foram as áreas de Saúde, Educação e as obras da Prefeitura de Jundiaí que estão em andamento, entre elas as novas UBSs, a creche no Residencial Jundiaí e a Emeb Joaquim Candelário, que será a mais moderna do município. As informações também estão disponíveis no portal da transparência de Jundiaí.

“Em relação aos gastos da Prefeitura, podemos dizer que estamos ‘dando passos do tamanho das nossas pernas’, utilizando o orçamento disponível da melhor forma possível. Na área da Educação, o nosso maior problema são as filas para crianças de zero a três anos, mas entre 2020 e 2021 serão abertas mais 520 vagas nas novas creches que estão em construção”, afirmou Parimoschi, que também citou os gastos do município com a Saúde. “O repasse do governo federal é muito baixo quando comparado com o custo do Hospital São Vicente e a maioria das despesas é paga pelo município. O HSV custa hoje o equivalente a 4,8 tabelas SUS, mas recebemos apenas o valor de uma. Outro exemplo é a farmácia de alto custo, que é um programa estadual, mas em Jundiaí somos nós quem bancamos o aluguel do local para distribuição dos remédios e o salário dos funcionários. O governo federal precisa rever o pacto federativo para aumentar o repasse aos municípios”, completou.

Presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Jundiaí, Marcelo Gastaldo (PTB), falou positivamente sobre os financiamentos realizados pelo município no último ano. “São investimentos que vieram para melhorias na cidade e não para cobrir dívidas e gastos passados” salientou.

Wagner Ligabó (Cidadania), presidente da Comissão de Saúde, falou sobre a dificuldade de pagar a conta sem as cidades da região ajudarem. “Um dos nossos problemas é a falta de participação das cidades vizinhas no custeio do Hospital São Vicente de Paulo, já que a prefeitura arca com mais de 70% do custo. Além, é claro, da quantidade elevada de pacientes de outros municípios que passam nas nossas UBSs.”

O vereador Cícero da Saúde (PROS) lamentou a falta de público durante a audiência. “Aqueles que vieram aqui criticar e reclamar da Saúde na Tribuna Livre não se fizeram presentes na hora de ouvir as explicações da comissão e do gestor de finanças.


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