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Geraldo Alckmin perde a paciência em entrevista: “querem outro candidato?”

DA FOLHAPRESS | 05/06/2018 | 20:27

Pressionado a deslanchar sua pré-campanha ao Planalto, Geraldo Alckmin perdeu sua proverbial paciência beneditina. Cobrado por lideranças do PSDB sobre falta de coordenação nessa etapa da corrida, o ex-governador paulista jogou um guardanapo sobre a mesa e perguntou aos presentes se eles preferiam ter outro candidato -e, nesse caso, disse para que eles o escolhessem. A cena ocorreu, conforme a reportagem apurou, durante jantar em um hotel do bairro paulistano dos Jardins, na noite de segunda (4). Estavam presentes diversos expoentes do tucanato, como os ex-governadores Marconi Perillo (GO) e Beto Richa (PR), os líderes de bancada Paulo Bauer (Senado) e Nilson Leitão (Câmara), o ex-ministro Bruno Araújo (SP), o ex-senador José Aníbal (SP) e o coordenador de campanha Samuel Moreira.

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No cardápio, menos a conhecida inanição das intenções de voto do tucano (que patina pouco abaixo dos 10% nas pesquisas) e mais o diagnóstico consensual no partido de que a pré-campanha está com problemas organizacionais. Alguns dos presentes relataram situações estaduais sem encaminhamento e o que consideram um problema crônico de comunicação. Foi a famosa “lavagem de roupa suja”, mas segundo a reportagem apurou, com o comedimento típico das reuniões com Alckmin e com tom propositivo por parte dos presentesO ex-governador ouviu até explodir, dando um susto nos comensais. Elevou a voz, fez o discurso em que sugeriu que escolhessem outro nome para a vaga de presidenciável e na sequência os admoestou. Disse que todos sabiam exatamente qual o trabalho que deveriam fazer e que não lhe caberia indicar nomes para todas as tarefas.

O encontro seguiu, mais ameno, mas todos foram embora convencidos de que Alckmin está inusualmente nervoso com a pressão que recebe. Alguns temem que ele acabe desistindo da candidatura, sucumbindo à adversidade, enquanto outros insistem no contrário: ele irá até o fim na disputa. O tucano tem defendido, em público e em privado, que o momento atual é de muita especulação e que a campanha realmente só começa com o início do horário eleitoral na TV em agosto. Até lá, acredita que patinará no segundo pelotão das pesquisas eleitorais e advoga paciência dos correligionários. Defende que o líder Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) irão perder fôlego e que o nome que o PT deverá indicar no lugar de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pela lei estará inelegível além de preso, irá crescer e polarizar novamente com o PSDB.

Photo: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/LatinContent/Getty Images

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