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Greves tomam o país e são usadas como instrumento de pressão

| 29/05/2014 | 00:25

As greves que tomam o País e não só a Região – em Várzea Paulista, servidores públicos continuam parados e nas capitais brasileiras, motoristas de ônibus cruzam os braços por melhores salários – ainda são tendência eficiente para resultados trabalhistas. Mesmo quando consideradas ilegais, como acontece na maioria dos casos envolvendo serviços essenciais, as paralisações ganham repercussão política e social e, por isso, ajudam em melhorias alcançadas.

A avaliação é do juiz da 4ª Vara do Trabalho de Jundiaí e professor de Direito da Unianchieta, César Basile. Segundo ele, é quase impossível que uma categoria consiga comoção nacional por melhores condições de trabalho sem deflagrar uma greve e, por esse motivo, anualmente, paralisações acontecem. “A pauta de reivindicação já se faz com exageros tanto do pedido quanto da oferta. Por isso, a greve é uma tendência. O sindicato pede mais para aceitar o menos que as empresas querem oferecer”, afirma.

Basile lembra que são raros os casos de greve em que o empregador não recorre à Justiça. Mas o que nem todos sabem, segundo ele, é que antes mesmo da greve, o Judiciário pode ser acionado para ajudar nas negociações. 


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