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Hackers vazam dados de Bolsonaro e PF vai investigar

Da redação | 02/06/2020 | 19:56

O ministro da Justiça e Segurança Pública, André Mendonça, informou ontem (2) que a Polícia Federal vai investigar o vazamento de informações pessoais do presidente Jair Bolsonaro, seus familiares e outras autoridades por um grupo de hackers. Uma das contas do twitter que supostamente pertence ao grupo foi suspensa por causa da ação.

Em publicação no twitter, o ministro Mendonça explicou que as investigações devem apurar crimes previstos no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei das Organizações Criminosas. “Determinei à Polícia Federal a abertura de inquérito para investigar vazamento de informações pessoais do presidente Jair Bolsonaro, seus familiares e demais autoridades. As investigações devem apurar crimes previstos no Código Penal, na Lei de Segurança Nacional e na Lei das Organizações Criminosas”, afirmou.

Também pelo twitter, o presidente Bolsonaro disse que a ação dos hackers foi uma medida de intimidação e não passará impune. “Em clara medida de intimidação o movimento hacktivista Anonymous Brasil divulgou, em conta do twitter, dados do presidente da República e familiares. Medidas legais estão em andamento, para que tais crimes, não passem impunes”, escreveu publicação em sua conta pessoal no Facebook.

Os filhos do mandatário que também tiveram dados pessoais divulgados foram o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). Também foram expostas informações atribuídas à ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, ao ministro da Educação, Abraham Weintraub, e ao deputado estadual Douglas Garcia (PSL-SP). Pouco depois, as informações foram retiradas do ar.

O caso também está sendo apurado pelo GSI (Gabinete de Segurança Institucional). Os dados vazados, em sua maioria, são públicos e estão disponíveis em informações prestadas pelos atingidos à Justiça Eleitoral e a órgãos de controle da União.

Procurado pela reportagem, o grupo afirmou que divulgou o número do CPF, telefones e Whatsapp, e-mails, endereços, renda e bens. No site da Justiça Eleitoral há uma lista dos bens e salários de todos os políticos, mas dados pessoais não eram públicos. “Os dados foram soltos no dia 1 de janeiro, às 21h30, pelo @AnonymouBrasil.”

Um outro perfil também criado pelo Anonymous chegou a publicar fotos de um dos documentos. Um deles mostra o registro de uma empresa digital, com capital social de R$ 1.000, em nome de Bolsonaro e dos filhos.


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