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Indicadores sociais destacam desenvolvimento de Jundiaí

DA REDAÇÃO | 15/08/2019 | 09:00

Jundiaí coleciona desde 2017 excelentes resultados estatísticos pelo Ipea, Ministério da Educação, Secretaria Nacional do Trabalho e Fundação Seade, indicando grande destaque da cidade em qualidade de vida e em serviços públicos. Se, por um lado, estas estatísticas traduzem um caminho acertado da política social adotada pela gestão municipal, por outro podem parecer pouco a quem vive o dia a dia da cidade. Nesta entrevista ao JJ, o prefeito Luiz Fernando Machado analisa os dados.

Jundiaí tem se destacado em diversos índices divulgados desde 2017. O mais recente, do Atlas da Violência do Ipea, coloca a cidade entre as mais pacíficas do País. O que de fato isto representa ao cidadão?
Luiz Fernando Machado Este é mais um dado que nos coloca numa posição de muito destaque na segurança pública. Esta publicação é de 2019 e reflete a taxa de homicídios na cidade toda. Como o ano base deste estudo é de 2017,indica que logo no final do primeiro ano de nossa gestão, conseguimos resultados muito positivos. Isto porque, além dos investimentos próprios que tínhamos consciência que precisávamos fazer em nossa Guarda Municipal e em um sistema de videomonitoramento, uma das prioridades foi estabelecer uma aproximação maior junto à PM e à Polícia Civil. Reforçamos a parceria de nossa Guarda Municipal com estas forças policiais principalmente no policiamento preventivo, como acontece até hoje nas chamadas “Operações Integradas”.

O senhor acha que existe por parte do cidadão essa compreensão do que representam estes índices positivos de Jundiaí?
Os números, por si só, podem não significar muito, mas eles na verdade refletem apenas a ponta de um trabalho imenso de gestão feito bem antes, a cada dia e em cada área que afeta diariamente o cidadão. O que a gente precisa é mostrar para ele, no dia a dia, o que significa o trabalho que está por trás destes índices. Claro que é sempre muito bom ver nossa cidade em destaque, mas não buscamos apenas bons números, buscamos a excelência no serviço público e qualidade de vida cada vez melhor para as pessoas.

O senhor destacaria algum destes índices?
Acredito que o Índice de Mortalidade Infantil é o mais significativo, porque é um dos principais que atestam a qualidade de vida de um município, estado ou país. Alcançamos a melhor taxa em toda a história de Jundiaí, de 7,23. E isso é, sem dúvida, alguma um reflexo da atenção que temos dado à saúde, em especial à rede básica, que cuida justamente da prevenção. Em Jundiaí, 86% das grávidas realizam mais de sete consultas de pré-natal durante toda a gestação, número que é preconizado pelo SUS como o ideal. O atendimento no parto e a assistência pós-parto, seja ainda em consultas ou no atendimento emergencial a bebês, também fazem parte deste resultado. Consideramos também outros investimentos na composição desse índice positivo, como saneamento básico, por exemplo, na garantia da segurança em saúde preventiva para os recém-nascidos.

Também há bons índices em empregabilidade, apesar da crise, não é mesmo?
Mês a mês o Caged aponta saldos positivos de vagas de trabalho em nossa cidade. Claro que sabemos que muitos jundiaienses ainda procuram sua oportunidade no mercado de trabalho, mas podemos dizer com segurança que Jundiaí está em destaque em relação a tantas outras cidades do Brasil. Desde que assumimos a gestão, tínhamos muito clara a necessidade de estabelecermos uma aproximação maior com a classe empresarial, afim de entendermos o que o empresário espera da Prefeitura para que sempre haja um ambiente favorável aos negócios. Outro bom indicador deste trabalho é que recentemente Jundiaí foi apontada, entre as cidades de médio porte, a melhor do Brasil e a terceira melhor das Américas para receber investimentos, no que diz respeito ao custo-benefício das empresas pelo Financial Times.

A cidade ganhou até uma nota financeira positiva de uma agência…
Uma nota que classifica Jundiaí como município cuja administração municipal possui forte capacidade para honrar seus compromissos fiscais e financeiros. Foi uma auditoria da Austin Rating, uma agência classificadora de risco de crédito. Além de isso refletir todo trabalho que tivemos desde 2017 para atingirmos o equilíbrio financeiro, mantendo os serviços e planejando novos investimentos. E é claro que uma cidade com essa nota positiva sempre atrairá a atenção de mais empresas.

A educação também tem índices positivos?
Sim, no Ideb, o que nos deixou extremamente felizes, porque todos nós amamos muito a educação, temos professores e profissionais dedicados. A educação municipal de Jundiaí atingiu nota 7,1 no Ideb, acima da meta projetada para 2021, que é de 7,0. Ou seja, estamos no caminho certo e isto nos incentiva a investir cada vez mais, a fortalecer nosso programa “Escola Inovadora”, que veio de fato para dar uma cara nova na educação de Jundiaí.

Na saúde, há algum indicador que reflita o que tem sido feito em Jundiaí?
A saúde ainda é a prioridade da nossa gestão. Para se ter uma ideia, devemos investir este ano mais de 26% de nosso orçamento na saúde, enquanto a legislação federal exige investimento mínimo de 15% do orçamento. Também reconhecemos que ainda há desafios a serem superados, mas bom que se diga de outro indicador positivo. Um estudo do início deste ano do Conselho Federal de Medicina apontou que Jundiaí é a cidade com mais de 300 mil habitantes que mais investe per capita no setor. Estamos à frente de cidades como Santos, Campinas, São José dos Campos e São Bernardo do Campo.


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