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Jundiaí começa a entrar no trajeto dos pré-candidatos

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 09/06/2018 | 04:00

Jundiaí teve uma intensa movimentação política nesta semana pós-protestos dos caminhoneiros. Na quarta-feira (6), o presidente nacional do PPS, Roberto Freire, veio a cidade se reunir com colegas de partido; na quinta (7), o Partido Novo trouxe o ex-técnico da seleção brasileira de vôlei, Bernardinho, além de Rogério Chequer e Christian Lohbauer, pré-candidatos ao governo de São Paulo e ao Senado, respectivamente. A semana terminou com a vinda da pré-candidata a deputada federal e figura histórica no cenário brasileiro, Thereza Collor (PSDB), na manhã de sexta (8).

Novo
Ao JJ, Lohbauer (Novo) disse que Jundiaí é uma cidade de grande importância política. “É um município cheio de indústrias, com grande produção agrícola e uma média de renda alta. É um polo econômico e político de destaque”, afirmou. Para Chequer, as recentes movimentações políticas dos pré-candidatos só demonstram a falência da velha política. “Você vê os pré-candidatos ao governo se aliando a partidos e presidenciáveis que não tem nada a ver com a ideologia ou as promessas que pregam”, criticou.

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Reunião fechada
Freire, que é deputado federa e pré-candidato a reeleição, foi recebido na casa do vereador Wagner Ligabó (PPS) junto do presidente da Confederação das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, Edson Rogatti, para debater o projeto de lei que destina recursos às Santas Casas e entidades privadas sem fins lucrativos, de autoria de Freire e alvo de moção de apoio de Ligabó.
Em um bate-papo ao vivo transmitido na página do Facebook do vereador, ele falou da importância do projeto. “Vamos ver se com isso conseguimos resolver a situação do Hospital São Vicente, que atende a todas as cidades da Região, mas não recebe ajuda de custeio desses municípios”, criticou.
Durante a conversa, Freire comentou o governo de Michel Temer (MDB), os protestos dos caminhoneiros e o atual cenário político. “O mundo moderno tem tantas inovações a todo o momento, não podemos imaginar que, na política, nos manteremos prisioneiros dos paradigmas do passado”, refletiu.

Musa do impeachment

Thereza Collor volta ao cenário político depois de 26 anos, quando estampou as manchetes como “musa” ao lado do marido, Pedro Collor de Mello, que denunciou o esquema de corrupção que envolvia o próprio irmão, o então presidente Fernando Collor de Mello.
Em Jundiaí para se reunir com lideranças locais e conhecer a realidade da cidade, Thereza falou ao JJ sobre seu retorno. “Por muito tempo neguei convites por achar que tinha feito minha colaboração naquela época, mas vendo como a corrupção está se instalando e se alastrando pelo Brasil novamente, não quis ficar de braços cruzados”, afirmou.

 

Depois de protagonizar denúncias contra o ex-cunhado, Thereza Collor volta à política motivada a combater a corrupção

Depois de protagonizar denúncias contra o ex-cunhado, Thereza Collor volta à política motivada a combater a corrupção (Foto: Divulgação)


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