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Jundiaí não está preparada para receber pacientes da Capital

Angelo Augusto Santi | 14/05/2020 | 11:30

O governo do estado de São Paulo já iniciou as transferências de pacientes de covid-19 da Capital para as cidades do interior. A Prefeitura de Jundiaí teve acesso a informações do governo estadual e informa que a transferência tem como prioridade os equipamentos de saúde que estão sob a gestão direta do Governo do Estado de São Paulo.

Em Jundiaí, o estado administra dois equipamentos, sendo o Hospital Regional, que conta com 16 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e o Ambulatório Médico de Especialidades (AME). Na região, ainda são coordenados pelo governo do estado o Hospital Universitário São Francisco de Assis, em Bragança Paulista, o Hospital de Clínicas da Unicamp e o AME de Campinas, onde os leitos já foram revertidos para receber pacientes com covid-19.

Desde o início de maio já foram transferidos sete pacientes com quadro respiratório grave, levados para Franco da Rocha e para o AME (Ambulatório Médico de Especialidades) de Campinas.

“Desde o início desta crise, atuamos organizando a rede para suportar o atendimento dos pacientes de nossa região, mas, enquanto houver vagas para pacientes na Capital, ainda que na rede privada, somos contra ceder nossos leitos. Consideramos que apenas após o transbordamento das estruturas hospitalares geridas pelo estado deve ser considerada a ocupação dos leitos municipais,” afirmou o prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB).

Luiz Fernando disse ainda que é necessário um achatamento da curva de contaminação em Jundiaí “ou caso haja uma ociosidade de vagas em nosso sistema que justifique tal medida para que seja feita uma abertura a pacientes de fora.”

Presidente da Comissão de Saúde da Câmara de Jundiaí, Wagner Ligabó (Cidadania), afirmou que o Hospital Regional será o primeiro utilizado caso venham pacientes da Capital, e que o Hospital São Vicente só será usado em caso de última necessidade. “O governo do estado nos informou que a intenção é evitar essas transferências e que mais vagas estão sendo disponibilizadas em outros hospitais da Capital. Contudo, vale ressaltar que os pacientes com síndromes respiratórias entram no conceito de vaga zero, o que significa que eles não podem ser recusados em nenhum hospital do SUS”, afirmou.

Na sessão de terça-feira (12) da Câmara de Jundiaí, o presidente da Casa, Faouaz Taha (PSDB) disse que os vereadores enviarão um ofício ao governo do estado para que não sejam transferidos casos de covid-19 da Capital para Jundiaí.


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