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Líderes dos partidos em Jundiaí analisam pesquisa que mostra rejeição de 80% do eleitorado no país

bárbara nóbrega mangiei | 28/06/2018 | 10:55

Um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INTC) mostrou que o nível de confiança em partidos políticos atingiu um dos menores índices da história. Segundo o estudo, divulgado pelo Estado de São Paulo, 77,8% dos 2.500 entrevistados em 26 estados do país disseram não ter “nenhuma confiança” em partidos políticos. Em 2014, a rejeição aos partidos era quase metade do índice atual: 46,6%, segundo uma pesquisa com metodologia semelhante do Núcleo de Pesquisa de Políticas Públicas (Nupps), da USP. No estudo mais recente, a população apontou que os principais motivos de desconfiança são a corrupção, a sensação que os partidos não representam seus interesses, pouco espaço para participação dos cidadãos e a falta de um programa político claro.

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A pesquisa ainda mostra que 83,2% dos entrevistados não possuem simpatia por nenhum partido específico. Entre os que possuem uma preferência, o PT aparece como o favorito de 8,7% dos eleitores. Já o PSDB tem a preferência de 1,3% deles e o MDB aparece com preferência de 0,9%. O presidente do PSDB Jundiaí, José Galvão Braga Campos, o Tico, reconhece o papel da corrupção neste cenário. “Tem que escancarar mesmo para ver se muda. A reforma política é urgente, não só no papel, mas na prática, no comportamento”, opina.

A reconquista da confiança do eleitorado, para Tico, deve ser uma via de mão dupla. “Mesmo quem não gosta de política é governado por políticos e precisa entender e cobrar mais. Tanto a população tem que se inteirar mais na política quanto os políticos têm que se inteirar mais com a população, é um conjunto”, propõe. Para Waldemar Foelkel, o Cabelo, que preside o diretório municipal do MDB, a desconfiança nos partidos preocupa, pois é a partir deles que o país pode mudar. “Todos os partidos estão esfacelados, as cúpulas de todos se corromperam, mas não adianta chorar. A democracia depende dos partidos para existir, o eleitor tem que identificar o candidato sério e votar nele”, opina.

A solução passa também pela mudança de toda a estrutura atual da política e do governo. “Tem que cortar na carne, mas não só a carne dos políticos. Você vê parlamentares, juízes e servidores públicos ganhando salários e benefícios absurdos”, diz Cabelo. Para Gerson Sartori, presidente do PDT Jundiaí, também é necessário criar critérios mais sérios para a construção de novos partidos. “Já temos 35 legendas e a cada ano surge mais uma”, lamenta. A presidente do PT, Marilena Negro, cita os partidos que não possuem propostas. “Eles governam com base na troca de favores e cargos. Aí fica difícil mostrar trabalho” diz.

Tico (PSDB) e Gérson Sartori (PDT) falam da rejeição da população à política


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