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Luiz Fernando: ‘Voto polarizado deixa Jundiaí sem representantes no Legislativo’

ARIADNE GATTOLINI | 12/10/2018 | 13:00

O prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) é enfático ao dizer que essa eleição foi polarizada e a candidatura majoritária influenciou o voto proporcional nos deputados do partido. O prefeito lamenta a falta de representação de Jundiaí em São Paulo e Brasília, que não conseguiu eleger representantes a partir dos votos locais. “Na média, o eleitor não avaliou o histórico nem as propostas dos candidatos. Foi uma manifestação contra o sistema político vigente no país e as velhas práticas clientelistas.”

Esta polarização, para Luiz Fernando, mostra que o brasileiro chegou no limite. “O PSDB pautou sua campanha na união do país e na necessidade de reforma do estado brasileiro, para viabilizar a retomada do crescimento econômico e do emprego. Sem essas reformas, o país não cresce”, avaliou. Ele mesmo afirma que fará um voto anti-PT no segundo turno, mas não quer expor sua opção. ‘Sou contra o PT por tudo o que ele representa e que a sociedade rejeitou. Os legados deixados de corrupção, de recessão e desemprego estão sacrificando toda a população. Mas também não concordo com posições intolerantes.”

Sem representatividade, Jundiaí perde nas emendas parlamentares e na falta de apoio no Congresso e na Assembleia para projetos que beneficiam a cidade e a região, que também utiliza os serviços. “É uma perda significativa. Miguel Haddad (PSDB) foi um deputado ativo e conseguiu inúmeras emendas para a saúde, inclusive recursos e o credenciamento para beneficiar o Grendacc (Grupo em Defesa da Criança com Câncer) e o Hospital São Vicente.

Jundiaí conseguiu eleger o deputado estadual Alexandre Pereira (SD), com 48.969 votos, mesmo assim com 2.581 votos locais, o restante em outras regiões, impulsionado pela parceria com seu pai, Paulinho da Força Sindical. O segundo candidato a deputado estadual mais votado em Jundiaí foi Janaina Paschoal (31.942 votos), do PSL, eleita – ela ficou um pouco atrás de Gustavo Martinelli (33.030), que não conseguiu eleger-se por conta do quociente eleitoral do PSDB na Assembleia Legislativa.

Para deputado federal, depois de Miguel Haddad (PSDB), com 46.378 votos em Jundiaí, receberam mais votos na cidade os candidatos do PSL Eduardo Bolsonaro, com 21.570 votos; e Joice Hasselmann, 15.435 votos, ambos também eleitos. Miguel também não conseguiu a eleição por não atingir o quociente eleitoral. “Esta preferência por Bolsonaro sem dúvida influenciou o eleitor também na escolha por deputados estaduais e federais, que, no espírito da necessidade de mudar, acabou privilegiando candidatos ligados ou com perfis próximos a ele”, afirma o prefeito.

Eleições municipais
Luiz Fernando pondera que o voto municipal está mais ligado à eficiência da administração. “No município, o cidadão consegue avaliar qual foi a capacidade de entrega de serviços públicos como saúde, educação, segurança. É uma análise mais racional, mais próxima. A nossa longevidade depende desta competência.”

Foto: Rui Carlos

Foto: Rui Carlos


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