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Moradores criticam habitações

| 30/04/2014 | 11:30

Moradores do bairro do Poste, do Traviú, Bom Jardim e Água Doce lotaram a plateia da Câmara de Jundiaí, na noite desta terça-feira (29), na sessão ordinária. Dezenas de representantes destas regiões foram ao Legislativo defender seus interesses e pedir melhorias próximas às suas residências. Eles tentam também impedir a construção de mais de mil unidades habitacionais em um terreno que dizem ser agrícola e já desapropriado pela prefeitura.

Cartazes foram erguidos pedindo mais segurança, infraestrutura e menos promessas. “Há um projeto da Fundação Municipal de Ação Social (Fumas) que prevê doação de dois imóveis para construir mil residências. Onde se não temos estrutura? Queremos nos fazer ouvir e não permitiremos isso na nossa região”, disse uma das moradoras do bairro do Poste, Aline Sofia De Marchi, ao usar a Tribuna Livre.

“Não temos coleta de lixo, só alguns têm água tratada, não temos creche e nem escola para Ensino Médio. Só uma UBS para atender quase 8 mil habitantes”, reforçou. Segundo ela, os moradores esperam o uso destes terrenos para suprir necessidades de quem já mora na região. “Nossas crianças brincam nas ruas. Não temos sinalização. A única coisa que funciona são os radares.” Aline foi aplaudida pelos companheiros.

O presidente da Casa, Gerson Sartori (PT), pediu tranquilidade em vários momentos e disse que a Câmara irá levantar o histórico sobre a doação dos terrenos. “Temos conhecimento do projeto para construção de 1.087 unidades do programa Minha Casa Minha Vida. Os recursos já estão disponíveis dos governos federal e estadual. Estamos avaliando todos os impactos, tanto que o projeto ainda não foi votado.”

“Não somos contra a inclusão social, mas queremos participar desta decisão”, disse outro morador do bairro, Alexandre Piccolo. Sartori ressaltou que nenhuma obra pode ser liberada se não houver água e esgoto no bairro e disse que uma comissão de moradores pode procurar a Câmara para mais esclarecimentos.

“Cada vereador irá votar como acredita.” A área desapropriada é improdutiva. Moradores argumentam, porém, que o entorno produtivo será prejudicado com as habitações populares.

Casa de Parto
Também nesta terça-feira (29), após debate entre vereadores, projeto de lei de Sartori foi aprovado, mesmo sendo ilegal. O texto estabelece diretrizes para a criação da Casa de Parto em Jundiaí. O petista teve apoio de todos os colegas. “Queremos dar o direito para mulher de ter um parto humanizado”, argumentou. Sartori espera que, se o projeto for vetado, haja um acordo com a prefeitura para criação da casa.


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