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Moradores do Jardim Brasil querem alterar uso do solo no bairro

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 22/01/2019 | 05:05

Um grupo de moradores do bairro Jardim Brasil quer aproveitar o momento de mudanças que a Prefeitura de Jundiaí está realizando no Plano Diretor municipal para pedir uma pequena alteração no uso do solo local. A mudança, que pretende autorizar mais comércios de baixo impacto na região, valorizaria os valores dos imóveis no bairro. Atualmente, as ruas internas do bairro – que é cercado pela rua São Lázaro e as avenidas Antonio Segre, Henrique Andres e Nove de Julho – estão classificadas na lei como uma área estritamente residencial. Porém, alguns moradores reconhecem que a região passa por uma transformação.

Segundo o morador Antônio José Gropello, de 77 anos, a grande quantidade de clínicas, escritórios e comércios que estão se instalando no bairro está mudando a característica da região e a lei precisa acompanhar. “O Jardim Brasil está fadado a passar pelo mesmo processo pelo qual passou a Chácara Urbana, que era residencial e hoje só tem loja e comércio. É uma questão de tempo”, afirma.

Ele conta que os imóveis do bairro estão sendo desvalorizados com o Plano Diretor atual ao manter a área puramente residencial. “Ninguém quer comprar ou alugar para morar aqui, querem fazer comércios”, diz.  Os moradores, então, reivindicam que o Plano Diretor transforme as ruas do bairro em vias de uso misto, ou seja, locais onde sejam autorizadas residências e comércios de baixo impacto, como escritórios, consultórios, padarias e farmácias.

Ruas fechadas
Outra reivindicação desse grupo de residentes é que as ruas João Batista Figueiredo e Joaquim Pires de Oliveira voltem a ser abertas para circulação. Segundo Gropello, outro grupo de moradores solicitou o fechamento das ruas há cerca de três anos. “Eles não representam a maioria. O fechamento não impediu que os trabalhadores e usuários dos comércios da região usassem nosso bairro como um grande estacionamento a céu aberto, e ainda piorou o trânsito por aqui”, diz o morador.

O gestor da Unidade de Planejamento Urbano e Meio Ambiente (UGPUMA), Sinésio Scarabello, afirma que duas reuniões foram realizadas com os residentes do bairro. “Alguns alegam que o fechamento das ruas fez com que os carros diminuíssem a velocidade ao passar por ali e criassem menos risco”, diz. Além disso, nem todos concordam com a mudança no uso do solo.

Diante do impasse, a Prefeitura de Jundiaí distribuiu um questionário – a ser respondido até dia 15 de fevereiro – para identificar o que os moradores querem que seja permitido no bairro ou não. “A situação no Jardim Brasil tem pouco impacto no interesse coletivo da cidade. São questões dos moradores da região e por isso nada mais justo que considerar suas opiniões”, esclarece Sinésio. Com as respostas do questionário, o time da UGPUMA vai analisar o que deverá ser feito no local. “Por enquanto, estamos mantendo como está”, diz.

Arquivo JJ

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