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Motivações políticas exigem cautela para evitar prejuízos

SOLANGE POLI | 15/06/2019 | 06:00

As manifestações de ontem motivaram a análise de lideranças partidárias locais. Segundo o prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB), Jundiaí não sofreu grandes reflexos da greve geral de ontem. Nas primeiras horas da manhã, houve movimentação nas portarias das empresas de transporte coletivo, o que interferiu no cronograma de algumas linhas, que algumas horas depois tiveram a operação normalizada.
“Desde o início da semana, setores da Prefeitura, especialmente os quais estão vinculados à prestação de serviços públicos essenciais, fizeram o monitoramento de possíveis impactos de modo a agir antecipadamente e evitar prejuízos no atendimento à população”, afirmou o prefeito.

“A Guarda Municipal também atuou de forma preventiva com reforço na vigilância em pontos sensíveis de prestação de serviço para garantir o acesso das pessoas ao trabalho”, destacou. Ainda segundo Luiz Fernando, a Unidade de Mobilidade e Transporte também seguiu com o monitoramento da operação dos ônibus urbanos, iniciado nas primeiras horas de ontem, bem como da fluidez do trânsito com a presença de agentes nas ruas.

A Prefeitura de Jundiaí ainda confirmou que todas as repartições municipais funcionaram normalmente, inclusive os equipamentos de saúde, assim como as unidades de ensino da rede municipal.

O deputado estadual Alexandre Pereira (Solidariedade) comentou que protestos pacíficos e organizados fazem parte da democracia. “Se existe um grupo de pessoas que se reúnem para protestar, porque discordam de alguma medida, é um direito desse grupo. Os cidadãos têm o direito de se posicionar e, em alguns casos, pedirem mudanças no que foi proposto de início. O que não concordo é com ações que prejudicam os outros, que interferem no direito de outras pessoas. Queimar pneus, quebrar, vandalizar, isso atrapalha o dia a dia de outras pessoas e, muitas vezes, causa prejuízos”, avaliou o deputado.

O vereador e presidente da Câmara Municipal de Jundiaí, Faouaz Taha (PSDB), ressaltou que respeita toda manifestação. “As greves são legítimas, mas também temos que ter cautela para que não haja prejuízos. As paralisações acabam sendo manifestações políticas e é importante que tenhamos senso crítico sobre isso e não deixemos os serviços afetarem negativamente a população. Temos que ouvir todos os lados”, disse.

Lucas Forlevisi, Secretário Geral do PSOL Jundiaí, salienta que a greve atingiu o objetivo de abertura de diálogo com a sociedade, “sobre os problemas do governo Bolsonaro, sobretudo, os problemas da Reforma da Previdência. Em Jundiaí, o movimento grevista ganhou corpo com paralisações e intervenções no transporte, bancos e nas ruas. Acreditamos que a pressão social pode ressignificar o discurso de como equilibrar as contas públicas no Brasil”, disse Lucas.

O membro do PSL em Jundiaí, Alexandre Timóteo, ressaltou que independentemente da ideologia política, os manifestantes devem estar cientes da pauta que defendem. “O que ocorreu ontem foi resultado de uma militância político-partidária para atrapalhar as reformas propostas para que o Brasil volte a crescer”.

Francine Galeoti, presidente do Cidadania 23 em Jundiaí, considerou significativo o movimento em Jundiaí, com a participação dos sindicatos. “Muitas pessoas foram para São Paulo e isso também foi positivo”.


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