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Movimentos contra Bolsonaro começam a crescer nas redes

Angelo Augusto Santi | 06/06/2020 | 10:50

O movimento “Somos 70 por cento”, hashtag criada pelo economista Eduardo Moreira que reúne críticos ao governo do presidente Jair Bolsonaro, produziu vídeo divulgado na quinta-feira (4) que opera como incentivo à participação popular em protestos contra o governo. A campanha tem sido divulgada nas redes sociais nos dias que antecedem os atos pró-democracia, marcados para ocorrer amanhã (7).

O nome surgiu com base na última pesquisa do DataFolha, que mostrou que quase 70% do brasileiros não são favoráveis ao presidente, enquanto a aprovação está na casa do 33% da população, que avalia seu trabalho como bom ou ótimo. Bolsonaro é mencionado no vídeo que decretou oficialmente o início do movimento. Sua imagem é exibida no momento em que o narrador lê trecho de um texto que fala em “horror a ditadores“. Também é exibida a imagem do ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) no momento em que é criticada a atual política ambiental e o desmatamento.

“Somos 70% de brasileiros e brasileiras que não aceitam que ninguém seja deixado para trás em meio a essa terrível pandemia. Somos 70% que apoiam o isolamento social, que acreditam na ciência, no conhecimento, na luz das ideias e não em mentiras repetidas à exaustão. E nem que a Terra é plana”, diz o vídeo.

O engenheiro Eduardo Moreira, idealizador do “Somos 70 por cento”, diz que o movimento “é apartidário”. A hashtag tem como companheira a #EstamosJuntos, outro movimento que mantém grupos de WhatsApp abertos em todas as unidades federativas e cujo manifesto foi assinado por nomes como Fernando Haddad, Fernando Henrique Cardoso, Flavio Dino, Guilherme Boulos, Luciano Huck, Manuela D’Ávila e Marcelo Freixo. Mais de 225 mil pessoas já assinaram o manifesto.

“Estabeleceu-se um consenso até e talvez principalmente na esquerda, que com esses níveis de popularidade, não dá para fazer muita coisa. Então, nós temos que esperar a popularidade do Bolsonaro cair até que a gente tenha o poder de entrar com impeachment. E isso é para mim a maior de todas as derrotas porque esse esperar, na situação que a gente tá vivendo, é muito caro. É muito caro em número de vidas”, disse Moreira em uma live.

Outro movimento em ascensão é o chamado “Basta!”, que foi lançado por advogados e juristas no domingo (31). O manifesto do grupo foi divulgado, dizia que o país é “jogado ao precipício de uma crise política quando já imerso no abismo de uma pandemia que encontra no Brasil seu ambiente mais favorável, mercê de uma ação genocida do presidente da República”. Hoje, o movimento conta com 30 mil assinaturas.


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