Política

Nos bairros, população diz que quer voltar ao trabalho


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Crédito: Reprodução/Internet
A quarentena em Jundiaí teve início no começo do mês de março, anunciada em uma live do prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) no último dia 4. Desde então, as atividades comerciais consideradas não essenciais pararam de funcionar, o que gerou efeitos negativos que já estão sendo sentidos no bolso do trabalhador e do pequeno empreendedor do município. Mesmo sem as sessões rotineiras da Câmara, vereadores jundiaienses continuam o atendimento ao público, principalmente via telefone e redes sociais. Eles afirmam que as maiores reclamações são a respeito dos pequenos estabelecimentos, os chamados “comércios de bairro”, que não geram grandes aglomerações, mas seguem sem permissão para funcionar. “Poucas coisas estão funcionando aqui na região, vejo que o povo está respeitando a determinação mesmo a contragosto. A coisa não está boa para ninguém e diversas famílias já estão com certas dificuldades financeiras. Por outro lado, vemos que os espaços públicos estão sendo usados constantemente, enquanto alguns estabelecimentos como brechós, que atendem apenas uma ou duas pessoas de cada vez seguem de portas fechadas. É uma situação bem difícil, em que não sabemos ao certo como aconselhar a população”, conta o vereador Márcio Cabeleireiro (PP), que atua na região do Tarumã, Tamoio, São Camilo e Jundiaí-Mirim. Edicarlos Vieira (PP) diz que, no Vetor Oeste da cidade, além da vontade de abertura do comércio, houve reclamações em relação ao transporte público. “Ônibus lotados e falta de higienização nos veículos estão sendo apontados pelos usuários”, comenta. O presidente da Câmara de Jundiaí, Faouaz Taha (PSDB), diz que proprietários dos comércios que ainda não têm permissão para abertura, como academias e centros esportivos, estão entre os mais descontentes. “Nós percebemos que eles estão dispostos a seguir todas as normas necessárias, como higienização, controle do número de pessoas etc. Os estabelecimentos que fornecem atividades físicas como academias de luta, musculação e outros esportes estão sendo bastante prejudicados”, afirma. Antônio Carlos Albino (PL) diz que na região do bairro Eloy Chaves as reclamações são a respeito de aglomerações em locais como supermercados e casas lotéricas. “As áreas públicas também têm recebido um número alto de pessoas, mas creio que os maiores problemas que as pessoas enfrentam são o desemprego e a falta de dinheiro”, conta.

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