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Novas regras irão dificultar eleição para partidos menores

Angelo Augusto Santi | 19/01/2020 | 14:32

As eleições municipais deste ano serão as primeiras a utilizar as novas regras eleitorais: a principal alteração ficou por conta da proibição do sistema de coligação entre partidos nas candidaturas proporcionais para o cargo de vereador. Uma das consequências disso será que os partidos menores terão mais dificuldades para eleger um parlamentar, e até para atrair a filiação de fortes candidatos. Com o fim das coligações, irão se eleger os candidatos mais votados dentro de seus partidos, desde que a sigla atinja o quociente eleitoral.

O presidente do PSDB-Jundiaí, Faouaz Taha, diz que as mudanças geram um cenário mais competitivo para o Legislativo. “Acredito que, naturalmente – e até como intenção dessa mudança – partidos menores podem sofrer impacto e ter a necessidade de diálogo. A fusão entre algumas legendas para formação de chapas será ainda mais imprescindível, mas não acredito que haverá vantagens para uma sigla ou outra. Para o PSDB, por exemplo, a preocupação é ter bons nomes e candidatos qualificados que possam fortalecer um grupo e uma chapa com chance na disputa”, comenta.

O vereador Edicarlos Vieira, presidente do PSD-Jundiaí, analisa que os partidos deverão realizar um “trabalho em equipe” para que a chapa como um todo tenha um número grande de votos. “Agora não basta mais apenas um candidato ter sido bem votado, a chapa inteira vai ter que se unir para juntar o número suficiente de votos e conquistar uma cadeira. Alguns partidos menores terão de se unir para ter chance, o que eu não considero ruim, contanto que tenham a mesma ideologia”, completa.

 

Éderson Felipe, presidente do PT-Jundiaí, considera as mudanças positivas, e acredita que as manobras eleitorais para a eleição de candidatos irão diminuir. “Para o PT não muda muita coisa. Mas para os chamados ‘partidos de aluguel’ será muito difícil montar uma estrutura para formar a chapa completa. Aqui em Jundiaí temos exemplos de vereadores que já estão tendo conversas para se filiar a um partido maior este ano. Considero que melhorou, pois as candidaturas laranjas irão diminuir, principalmente em relação à porcentagem de candidatas mulheres nas siglas, por exemplo. Obrigar que o partido atinja a cláusula de barreira torna a eleição mais justa”, relata.

 

Gerson Sartori, presidente do PDT-Jundiaí, acredita que as novas regras farão o número de partidos diminuir, o que pode ser visto como positivo. “Acredito que o fim de alguns partidos pequenos pode ser bom para a política a médio e longo prazos. Isso já exclui um bom número de candidatos desqualificados, como no caso do Tiririca e de tantos outros. O PDT vê com naturalidade e está trabalhando para montar a nossa chapa completa de vereadores”, comenta.


Angelo Augusto Santi
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