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Para vereadores, reforma da previdência proposta por Bolsonaro sofrerá mudanças

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 15/02/2019 | 20:22

A reforma da Previdência proposta pelo presidente Jair Bolsonaro e sua equipe – que estimula idade mínima para aposentadoria de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres, com 12 anos de transição – é vista com bons olhos pela maioria dos parlamentares jundiaienses consultados pela reportagem. Eles acreditam, porém, que o texto sofrerá alterações ao passar pela Câmara dos Deputados e pelo Senado.

Marcelo Gastaldo (PTB) acredita que seu partido será favorável à reforma. “Há uma necessidade de fazer uma mudança na lei previdenciária e é necessário ter um rumo, estabelecer uma idade. Mas é preciso analisar os detalhes para que os trabalhadores não percam direito”, pondera.

Ele acredita que a bancada ruralista fará sugestões especialmente sobre a aposentadoria dos trabalhadores do campo, grupo que não foi citado nos trechos propostos pelo governo até o presente momento. “O que está sendo apresentado é uma proposta, mas tenho certeza de que os deputados e senadores vão modificar a peça para conquistar a maioria necessária e aprovar o projeto”, avalia.

A ideia de estabelecer a mesma idade mínima tanto para o setor público quanto o privado também gera insegurança no parlamentar. “Sem dúvida essa categoria vai querer debater a questão, assim como outras que não foram citadas no que foi divulgado até o momento”, afirma.

Douglas Medeiros (PP) acredita que o tempo de transição estabelecido pelo governo – de 12 anos – é muito pequeno. “Muitos serão prejudicados dessa forma. Um tempo de transição maior seria ideal para que a população consiga digerir a ideia”, afirma. A questão faz com que muitos especialistas considerem a proposta de Bolsonaro mais rígida que a do ex-presidente Michel Temer (MDB), que estabelecia um tempo de transição de 20 anos.

Douglas ainda cita outros pontos sensíveis que não foram citados pela equipe de Bolsonaro e que deverão causar debates no Congresso. “Nada foi falado sobre como será a aposentadoria dos militares ou dos membros do Poder Judiciário. A proposta ainda vai sofrer bastante modificação”, opina.

Ainda assim, ele acredita que a aprovação da reforma é inevitável. “Até os membros da oposiçãochegaram no consenso de que é preciso reformar a previdência para que o benefício continue chegando às gerações futuras. O debate agora é como ela será feita, mas ninguém mais quer ficar empurrando este problema com a barriga”, diz.

O presidente da Câmara, Faouaz Taha (PSDB,) vai aguardar a divulgação da proposta na íntegra antes de se posicionar. “Tenho acompanhado com natural preocupação essa questão, pois temos que ter cautela e responsabilidade com esse tema”, opina. Bolsonaro anunciou que fará um pronunciamento à nação na próxima quarta-feira (20) explicando os detalhes da proposta. O discurso deve ser realizado em cadeia nacional de televisão e rádio.

SESSAO DA CAMARADOUGLAS DO NASCIMENTO MEDEIROS


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