Política

Parlamentares lamentam saída do ministro Sergio Moro

CURITIBA, PR - 10.05.2019: BOLSONARO EM CURITIBA - O presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) e o ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro participam do início do funcionamento do Centro Integrado de Inteligência de Segurança Pública da Região Sul (CIISP-Sul), estrutura inaugurada em dezembro do passado no Palácio Iguaçu em Curitiba, PR. (Foto: Rodolfo Buhrer / La Imagem/Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 1729515
Crédito: Reprodução/Internet
A demissão de ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, continua repercutindo nas redes sociais. Enquanto muitos dizem que sua saída enfraquece o governo Bolsonaro e é vista como um tiro no pé do presidente, outros seguem em apoio a Bolsonaro, inclusive saindo às ruas, em carreatas, e colocam o ex-ministro e ex-juiz como traidor. Ministros próximos ao presidente foram acionados para tentar convencer Moro de desistir da ideia de pedir exoneração, o que não funcionou. A ala militar já havia avisado que a demissão de um símbolo anticorrupção do país poderia significar o início da derrocada do governo. O prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) avalia que a demissão de Sergio Moro, do modo como foi feita, evidencia um claro rompimento político entre o ex-ministro da Justiça e Jair Bolsonaro. “A saída do ex-juiz é uma grande perda para o governo. Mas perde muito mais o Brasil, que, em tempos instáveis promovidos pela pandemia do coronavírus, também encara instabilidades de ordem pública”, comenta. Faouaz Taha (PSDB), presidente da Câmara de Jundiaí, lamentou por toda a situação criada pelo pedido de demissão e disse que precisamos de estabilidade. "Nesse momento de pandemia é muito ruim termos um segundo ministro saindo do governo. Nos traz mais instabilidade em uma situação em que precisamos de segurança e foco. Não julgo as razões da saída, mas lamento essa crise que vivemos." O deputado federal Miguel Haddad (PSDB) viu a saída do ex-ministro como uma perda para o Brasil. "O Brasil atravessa uma das suas horas mais difíceis com a morte de milhares de pessoas, uma conta que tende a aumentar exponencialmente. Estamos em guerra contra o coronavírus e precisamos mobilizar todas as nossas forças para evitar um mal maior.” Gerson Sartori, presidente do PDT-Jundiaí, diz que Moro já não vinha realizando um bom trabalho como ministro. “Nesses 16 meses de governo, não vi nenhuma grande ação do ex-juiz como ministro. Onde ele mais apareceu foi seguindo o presidente em partidas de futebol. Acredito que agora Moro continuará fazendo o que sempre fez, que é buscar fama e poder”, comenta. Marcus Dantas, presidente do PSL-Jundiaí, diz o Brasil precisa de união par as reformas necessárias e que o país precisa estar acima de tudo. “Na Lava Jato, Moro foi um exemplo de seriedade e mostrou que a lei vale para todos, Mas todas as decisões e prerrogativas do presidente devem ser respeitadas e não é hora de criar confusão. Agora, cabe a nós seguir combatendo a corrupção nos municípios.”

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