Jornal de Jundiaí | https://www.jj.com.br

Saída para a crise será a tônica das eleições municipais

ARIADNE GATTOLINI e Angelo Augusto Santi | 03/07/2020 | 08:45

O adiamento das eleições para 15 de novembro e 29 de novembro é um fato quase irrisório diante da pandemia que irá se alastrar até o final do ano. Há dúvidas em relação à campanha e até mesmo como os brasileiros irão votar usando a biometria. A performance dos prefeitos que combateram eficientemente o coronavírus e o plano de saída para a crise econômica farão a diferença no voto dos eleitores. Sai o corpo a corpo, que será restrito, e entra o contato via Facetime, ligações telefônicas, conversas por whatsApp.

O prefeito de Jundiaí, Luiz Fernando Machado (PSDB) afirma que pretende conversar com os eleitores, mas cumprindo o distanciamento social. “Teremos outras regras, nada de apertos de mãos, mas iremos dialogar com este cidadão através das redes digitais e outros espaços que serão criados.” Para o prefeito, que tentará a reeleição, a forma como o município combateu a pandemia e os planos para a saída desta crise irão direcionar os votos. “O cidadão precisa de respostas”, afirma Luiz.

“A verdade é que o adiamento do calendário trouxe mais ansiedade aos pré-candidatos, que estavam empolgados para entrar em campanha”, afirma o presidente do PSDB-Jundiaí, Fernando Sousa. “Entretanto, essa vai ser a eleição de inovação. Teremos de nos conectar com os eleitores usando outras plataformas digitais. Chego a dizer que é uma eleição da ruptura, com o uso da tecnologia.”

Os tucanos não perderam tempo e até mesmo a capacitação dos candidatos estão sendo realizadas on-line. “Todos nossos pré-candidatos já estão fazendo cursos e se atualizando.”

José Galvão Braga Campos o “Tico”, presidente do DEM Jundiaí, diz que os efeitos serão os mesmos para todos e que a situação varia a cada momento. “O que mais importa é a fotografia do momento. Como estará a pandemia em novembro, como as pessoas estarão reagindo até lá etc. Mas, por enquanto, o assunto principal ainda é o vírus.”

Marcello Giacaglia, presidente do diretório do Partido Novo em Jundiaí, diz que a sigla é a favor do adiamento. “Entendemos que o mais importante é dar mais tempo para a redução da pandemia e garantir a segurança dos eleitores. O reflexo disso na campanha deve ser pequeno, pois todo o calendário eleitoral foi alterado e, como a regra vale para todos, acredito que ninguém será beneficiado ou prejudicado.”

Presidente do PT-Jundiaí, Ederson Felipe, diz que o adiamento foi uma boa decisão. “Os casos e a curva só estão aumentando, então não havia alternativa. Esperamos que até lá a gente consiga sair um pouco mais na rua e conversar com as pessoas, mesmo que precise usar todas as medidas de proteção. Com o adiamento nós ganhamos um fôlego para cuidar da saúde e daqueles que estão sofrendo e permanecendo no isolamento”, afirma.

Presidente do PP-Jundiaí, o vereador Márcio Cabeleireiro vê pouca diferença entre a data inicial e a que foi definida pelo Congresso. “Em termos de prevenção contra a covid-19 o adiamento pode ser importante, mas vejo que não haverá grande impacto no ponto de vista político. As pessoas já estão acostumadas com o mês de outubro e acho até que seria melhor manter, pois, mesmo tendo mais tempo, as campanhas estão prejudicadas pelo isolamento”, comenta.

A direção do Psol Jundiaí, em nota, afirmou que o principal ponto do adiamento é garantir a segurança das pessoas que desejam participar democraticamente do processo eleitoral. “Esse adiamento é fundamental para que consigamos ter uma resolução no futuro sobre a situação da pandemia, já que não sabemos o tempo que vai durar. Os números têm aumentado nas cidades do interior e o adiamento é uma questão de saúde pública.”


Leia mais sobre | | |
Angelo Augusto Santi
Link original: https://www.jj.com.br/politica/partidos-apoiam-adiamento-e-nao-veem-prejuizo-no-pleito/
Desenvolvido por CIJUN