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Partidos buscam baixar índice de abstenção e acirrar 2º turno

| 13/10/2014 | 20:35

Empenhadas por uma disputa quente neste 2º turno de eleições à presidência, lideranças do PT e PSDB de Jundiaí pretendem convencer não somente os eleitores de Marina Silva (PSB) aos seus candidatos, como aqueles que deixaram de ir às urnas ou votaram branco e nulo no dia 5 deste mês. Conforme registrou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nestas eleições, o número de abstenções de eleitores de Jundiaí subiu em relação a 2010.

Nas últimas eleições gerais (2010), entre os eleitores de Jundiaí, 11,54% não foram às urnas. Já neste primeiro turno, segundo o TSE, o índice de abstenção subiu para 14,13%. Os brancos e nulos, nestas eleições, somaram mais de 20 mil votos. Foram 8.984 brancos (3,79%) e 14.445 nulos (6,10%). O total, 9,89%, ficou abaixo da porcentagem de brancos e nulos de 2010, 14%.

“A única alteração acima da curva que tivemos neste ano foi em relação às abstenções”, reitera o presidente do PSB em Jundiaí, Oswaldo Fernandes, que já trabalha pela campanha de Aécio Neves (PSDB). Ele acredita que há uma tendência, no 2º turno, de maior interesse pelo voto. “Teoricamente, o eleitor tende a votar porque há uma paixão. O eleitor se torna torcedor daqueles dois candidatos. No 1º turno, havia uma mistura com senador, governador, deputado. A polarização de agora pode diminuir o nível de abstenção.”

Para todos os lados – Ainda que não seja certo o voto, petistas e tucanos se dedicam para ter ao seus lados qualquer eleitor. “A estratégia é conquistar o eleitor de forma geral. A primeira conquista será consolidar quem já vota em Aécio e a segunda conseguir votos onde não tivemos, inclusive, de quem votou no PT”, afirma o deputado federal e eleito estadual neste ano, Luiz Fernando Machado (PSDB) que faz campanha por Aécio e acredita que a tendência seja ampliar os votos ao tucano mineiro que já foram maioria aqui no 1º turno – 111 mil frente aos 49,9 mil de Dilma Rousseff (PT).

Sobre justamente esta maioria, o PT trabalha para acirrar a disputa. “Nosso objetivo é reduzir essa diferença de votos. É possível trazer mais gente e mais votos para Dilma (PT)”, diz o vereador que tentou ser deputado estadual, Paulo Malerba (PT). Ele ainda considera que há, no 2º turno, a tendência de interesse. “Acho que cai a abstenção porque as pessoas se motivam a discutir os projetos”, frisa.

Eleito deputado federal, o ex-prefeito de Jundiaí, Miguel Haddad (PSDB), afirma que ‘é normal que toda eleição tem uma quantidade de brancos e nulos’. “Estamos analisando o resultado dessa, em especial os votos no Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ), para ver como é possível trabalhar a questão.”

Presidente da Câmara de Jundiaí, Gerson Sartori (PT), reafirma que fará comparações do país para convencer. “Que Brasil a gente quer. O do emprego ou da recessão? A intenção é que as pessoas avaliem e tenho certeza de que isso pode ajudar.”


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