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PF diz que Padilha indicou executivo

| 30/04/2014 | 11:01

A Operação Lava Jato da Polícia Federal sugere que o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha, pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, indicou um executivo para o Labogen – controlado pelo doleiro Alberto Youssef, o Primo – quando o laboratório tentava obter contrato milionário da pasta em 2013.

Documento mostra, ainda, que Youssef, preso desde 17 de março de 2014, mantinha contatos com outros deputados do PT, além de André Vargas (PT-PR). A PF suspeita que o doleiro se encontrou com Vargas no apartamento funcional de Cândido Vaccarezza (PT-SP), em Brasília, ex-líder do governo na Câmara.

Também teria enviado emissário para participar de reunião com Vicente Cândido (PT-SP). O relatório de 80 páginas indica que, entre 19 de setembro de 2013 e 12 de março de 2014, Youssef e Vargas trocaram 270 mensagens pelo aplicativo Black Berry Messenger. Eles se tratam por ´irmão´ e se despedem com ´beijo´.

Para a PF, esse tratamento ´indica que a relação não era superficial´. No trecho relativo ao ex-ministro da Saúde, a PF captou diálogos entre Youssef e Vargas – este chama Padilha de ´PAD´. No dia 26 de novembro de 2013, Vargas pede ao doleiro que reserve a melhor suíte de um hotel – Blue Tree – que pertence a Youssef. O deputado diz que falou com o ´PAD´.

“Ele vai marcar uma agenda comigo”, diz Vargas. O contrato não chegou a ser assinado. Segundo o ministério, nenhum pagamento foi feito para o laboratório. A assessoria de imprensa do ex-ministro Alexandre Padilha divulgou nesta quinta-feira (24) uma nota repudiando qualquer relação com o doleiro Alberto Youssef.


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