Política

PF prende suposto operador de José Serra por desvio de R$ 7,7 milhões


CPMI2 BSB 29/08/12 NACIONAL CPI/DEPOIMENTOS O ex-diretor da Dersa, empresa responsavel pelo desenvolvimento Rodoviario em Sao Paulo, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto,durante audiencia na CPI do Cachoeira.FOTO ED FERREIRA/AE
Crédito: Reprodução/Internet

O ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, foi preso na manhã desta sexta-feira (6) pela Polícia Federal, que cumpriu ordem da 5ª Vara Federal de São Paulo atendendo pedido da Força Tarefa da Lava Jato em São Paulo. O MPF (Ministério Público Federal) de São Paulo determinou a prisão preventiva de Souza, além de um mandado de busca e apreensão em sua residência. A Lava Jato denunciou o ex-diretor em 22 de março por desvio de R$ 7,7 milhões, entre 2009 e 2011. O recurso era destinado ao realojamento de famílias desalojadas pela Dersa para a construção do Rodoanel, obra realizada na gestão do tucano José Serra (2007-2010). O ex-diretor foi denunciado por formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação. Durante as investigações da Lava Jato, de que Souza seria operador de Serra (PSDB-SP) em desvios de recursos da obra viária, o ex-diretor foi citado por sete delatores (da Odebrecht, Andrade Gutierrez e pelo operador Adir Assad), e apareceu em depoimentos de outros três executivos da OAS e da Queiroz Galvão que negociam acordo com procuradores. Segundo os executivos, ele pediu a dez empreiteiras que fizeram o trecho sul do Rodoanel, na região metropolitana da capital paulista, um suborno equivalente a 0,75% de tudo que elas recebessem. Como a obra custou R$ 3,5 bilhões em valores da época que foi inaugurada, em abril de 2010, a propina de 0,75% seria de R$ 26,3 milhões. Documentos enviados aos procuradores por autoridades suíças mostravam que Paulo Preto tinha ainda quatro contas no banco suíço Bordier & Cie. O saldo conjunto, em junho de 2016, era equivalente a R$ 113 milhões. Em fevereiro do ano passado, os valores, segundo as informações vindas da Suíça, foram transferidos para um banco em Nassau, nas Bahamas. O ex-diretor foi denunciado por formação de quadrilha, peculato e inserção de dados falsos em sistema público de informação.


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