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“Política externa em primeiro lugar”, diz Bolsonaro

FolhaPress | 14/11/2019 | 18:49

O presidente Jair Bolsonaro, atualmente sem partido, afirmou na tarde de quinta-feira (14) que a política externa do seu governo “tem os olhos postos no mundo, mas em primeiro lugar no Brasil”.

A declaração foi feita durante a 11ª cúpula dos Brics (bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), realizada em Brasília. “A política externa do meu governo tem os olhos postos no mundo, mas em primeiro lugar no Brasil. Para estar em sintonia com as necessidades da nossa sociedade, ajudar a ampliar o bem estar dos nossos cidadãos”, disse o presidente. Sob a forma de avanços em ciência, tecnologia e inovação, de mais e melhores empregos, mais renda, melhor sistema de saúde pública. Tudo mais que faça diferença para melhorar o cotidiano de todos.”

Brics
Na quarta-feira (13), em eventos que ocorreram durante a cúpula, os demais chefes de governo e suas delegações defenderam o sistema multilateral. A China, por exemplo, fez um apelo pela defesa das regras de comércio internacional.

Viajaram a Brasília para participar da cúpula os presidentes Vladimir Putin (Rússia) e Cyril Ramaphosa (África do Sul), além do premiê Narendra Modi (Índia) e do dirigente da China, Xi Jinping.  O Brasil, que esteve presidência dos Brics durante o ano de 2019, passou essa tarefa para Rússia, que assumirá a partir de 2020.

Apesar de ter defendido uma política externa “que tenha os olhos postos em primeiro lugar no Brasil”, algo que lembra o lema “os EUA primeiro”, do presidente Donald Trump, Bolsonaro fez uma defesa enfática da relevância dos Brics durante sua fala.

Ele disse que o bloco criado há mais de dez anos, em meio a uma grave crise internacional, desde então tornou “evidente a importância das economias emergentes para a vitalidade da economia mundial. Hoje a relevância econômica dos Brics é ainda mais inquestionável e seguirá crescendo nas próximas décadas. A sua pujança no plano econômico, junto à diversidade, à criatividade e ao vigor das nossas sociedades e povos. Esses valiosos ativos constituem a matéria-prima para proveitosa cooperação dos nossos países”, pontuou.

A declaração final da cúpula dos Brics abordou a crise humanitária no Sudão, a guerra no Iêmen, a ameaça nuclear na Coreia do Norte e o conflito na Síria, mas não mencionou a Venezuela e a Bolívia, países vizinhos do Brasil que vivem turbulências políticas e econômicas.


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