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Políticos atrelam benefício social a avaliação de Bolsonaro

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Crédito: Reprodução/Internet
Pesquisa Datafolha divulgada na noite desta quinta-feira (13) revela que o presidente Jair Bolsonaro tem a melhor avaliação desde que começou o mandato, com o índice dos que consideram seu governo ótimo ou bom que subiu de 32%, no levantamento de junho, para 37%, número de agosto. O presidente do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), Fernando Souza, acha natural a variação de popularidade de um governo durante o seu mandato. “As posições em momentos pontuais demonstram a sensação da população em determinada situação. Devemos olhar a curva de aprovação desde o início do mandato e continuar analisando esta curva. O Brasil precisa encontrar um rumo, com segurança jurídica e estabilidade econômica, com mais empregos, melhores rendas, menores diferenças sociais e maiores oportunidades.” A melhora na avaliação de Bolsonaro coincide com a moderação do discurso do presidente nos últimos meses. Desde a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), o presidente abandonou a confronto público com outras instituições. “Os benefícios sociais que contribuíram para a imagem do presidente frente à população foram conquistas graças ao apoio dos partidos de oposição. Além disso, Bolsonaro deixou de debater e, para um sujeito como ele, melhor é permanecer quieto, do que insistir em falar.”

Fator decisivo

O mesmo período da pesquisa marca a consolidação do auxílio emergencial de R$ 600 recebidos por trabalhadores informais durante o período da pandemia. “Certamente foi a promulgação do auxílio emergencial que pesou nesta pesquisa. É uma ajuda financeira que chega em um momento crucial para quem passa por dificuldade. A prova maior está na distribuição desta avaliação positiva superior na região nordeste”, ressalta Adilson Rosa, presidente do Partido Liberal (PL). No corte por regiões, seu melhor desempenho relativo foi no Nordeste, justamente a região que concentra mais pessoas que recebem o auxílio. Lá, a rejeição ao presidente caiu de 52% para 35%. A avaliação positiva subiu de 27% para 33%, mas ainda é a mais baixa entre as regiões do país. politica Sem ideologia política e investimentos para o micro e pequeno empresários, o presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Gérson Sartori, teme pelo futuro do país. “A população está anestesiada, o que é compreensível. Enquanto o governo consegue ser pior que o anterior, mas sem apresentar uma proposta”.  

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