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Políticos lamentam onda de violência dos últimos dias na Região

BÁRBARA NÓBREGA MANGIERI | 16/06/2018 | 05:20

A onda de assassinatos que ocorreu na última semana nas cidades da Região chocou os políticos do Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). Segundo a reportagem veiculada ontem no JJ, foram registrados, em menos de uma semana, 41,6% dos homicídios dolosos (com intenção) dos últimos quatro meses. Entre os casos computados estão o ataque a dois irmãos em um bar no Jardim América 3, em Várzea Paulista e um ex-namorado que é suspeito de hospitalizar uma jovem de 21 anos após causar ferimentos com fogo, em Cabreúva.

O prefeito Luiz Fernando Machado (PSDB) lamenta os ocorridos. “As famílias merecem toda a nossa compaixão neste momento”, diz. Ele admite que, mesmo que os dados mostrem uma redução de todos os índices criminais na cidade nos últimos anos, ondas repentinas de violência, como esta, causam uma grande sensação de insegurança na população.

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“Infelizmente, esses casos específicos são imprevisíveis, mas nossa obrigação no poder público é continuar investindo na segurança pública”, diz. Entre as iniciativas realizadas em Jundiaí estão as reuniões quinzenais do prefeito com as forças policiais da cidade e a instalação de uma rede de fibra ótica que permita o monitoramento por câmeras de segurança na cidade toda.

Para o deputado estadual licenciado, Junior Aprillanti (PSB), as ações de combate à criminalidade precisam ser pensadas de forma conjunta entre as cidades da Região, unindo esforços e utilizando a inteligência de forma a evitar que os bandidos migrem entre os municípios. “Além disso, o desemprego, sem dúvida nenhuma, é um dos grandes fatores causadores da criminalidade”, opina.

A ex-vereadora e presidente do PT Jundiaí, Marilena Negro, concorda com o deputado. “A falta de empregos empurra a população para a margem da sociedade e facilita a entrada no crime de forma muito rápida”, explica. Em sua opinião, também é importante preparar as forças policiais para enfrentar crimes relacionados a populações mais vulneráveis, como a violência de gênero ocorrida em Cabreúva. “A Delegacia da Mulher, por exemplo, sequer funciona de forma ininterrupta. Também não são raros os relatos de diferença no tratamento quando o crime envolve uma pessoa LGBT”, lamenta.

A barbaridade dos casos relatados na última semana também reacendeu o debate sobre o porte de armas, defendido por quem é a favor de fazer justiça com as próprias mãos. “Armar a população em um país que criminaliza a pobreza é uma receita para aumentar os índices de mortes violentas”, opina Marilena. Para Luiz Fernando, o Estatuto do Desarmamento não contribuiu para uma redução na criminalidade. “Não sou contra o estatuto, mas este debate deve ser aprofundado e não conduzido no calor de uma onda de assassinatos”.

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